sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Carta n: dois.

 Querida, V

  Como tem passado? Vou esperar uma resposta, é melhor que deduzir algo. Estou sorrindo.
  Hoje é sexta-feira, uma sexta qualquer, pra mim pelo ao menos. E pra você? Ontem vi quando falava com minha irmã, e vi também, mesmo que por trás de suas risadas ( totalmente ensaiadas ) que não anda andando bem... Talvez eu esteja errada, mas posso estar totalmente certa. Na verdade, eu nunca achei que, das várias vezes que vieres pra cá, estiveres bem... Bem como antigamente, digo. Você fica retraída demais, longe, e até mesmo triste demais... E todos percebem isso, todos no caso eu e minha tia. Ah! Sim, minha tia. Ela vai bem. Meus problemas do coração, como os chamo, melhoraram. Eu já os resolvi... E me sinto satisfeita comigo mesmo por tê-los resolvido, mesmo estando me sentindo morta por dentro. Mas, quem não se sente uma vez na vida, ou até mesmo sua vida toda, morta por dentro? Creio eu, que ninguém. Ah! Eu gosto de suspirar, e tenho feito isso com uma frequência horrorosa, acredita? Querida, não tenho mais o quê escrever. Saiba que lhe amo, e que as saudades estão me apertando o peito...

                                                             Com todo meu amor, que sabes que é muito,
                                                                                                                   
                                                                                                Jones.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

The Corner.

“I remember the corner.
The corner of your colour, the corner of your smile.
The corner where we kissed.
The street corners turning into the corners of the corridor.
Into the corners of the room where we lay.
The corners of your mouth, of your eyes.
The corners of words we didn’t finish.
The corner of your name.
On the corner where we parted.
I remember the corner.”
Once upon a time I was of the mind
To lay your burden down
And leave you where you stood
And you believed I could
You’d seen it done before
I could read your thoughts
Tell you what you saw
And never say a word
Now all that is gone
Over with and done

sábado, 15 de outubro de 2011

" Eu gosto tanto de você,
que até prefiro esconder
deixa assim ficar subentendido.
Como uma idéia que existe na cabeça

e não tem a menor pretensão de acontecer "

                                - Lulu Santos

"O cheiro do teu corpo persiste no meu durante dias. Não tomo banho. Guardo, preservo, cheiro o cheiro do teu cheiro grudado no meu. E basta fechar os olhos pra naufragar outra vez e cada vez mais fundo na tua boca. Abismos marinhos, sargaços. Minhas mãos escorrem pelo teu peito, gramados batidos de Sol, poços claros. Alguma coisa então pára, as coisas param."

                                                      - Caio F. Abreu

Relação perfeita/imperfeita.

"Nós poderíamos ser amigos e trocar confidências. Assistiríamos a filmes, taça de vinho nas mãos, e tu me detalharias as tuas paixões e desatinos. Nós poderíamos ser amantes que bebem champanhe pela manhã aos beijos num hotel em Paris. Caminharíamos pela beira do Sena, e eu te olharia atenta, numa tentativa indisfarçável de gravar o momento e guardá-lo comigo até o fim dos meus dias. Ou poderíamos ser apenas o que somos, duas pessoas com uma ligação estranha, sutilezas e asperezas subentendidas, possibilidades de surpresas boas. Ou não. Difícil saber. Bato minhas asas em retirada. Tu dormes, e nos teus sonhos mais secretos, não posso entrar. Embora queira. À distância, permaneço te contemplando. E me pergunto se, quem sabe um dia, na hora certa, nosso encontro pode acontecer inteiro. Porque tu és o único que habita a minha solidão."
                                           
                                         - Caio Fernando Abreu

Por me ser caro, e por ser nosso.

"Era um amor que começou pequenininho. Depois foi crescendo, crescendo, crescendo… Acabou que ficou um amor, tão grande, mas tão grande, que explodiu. E eles ficaram ali, olhando uma para o outro, com os restos do amor no chão. E cada um foi para um lado, soprando os pedacinhos que sobraram para ver se nascia, pelo menos, um amorzinho novo."

                                                                 - André Gonçalves.

Help?

“E da vida só me restaram pedaços. Um coração em ruína, um pulmão 60% contaminado, um rim em mau funcionamento, meia alma entorpecida pelas drogas, memória falha com poucas recordações, apenas borrões. Imagens que bem sei eu, jamais se repetirão. Pequenos pedaços, que dão destaque a ausência. Ausência de mim, ausência de nós. Ausência, talvez… De você.”

Nada está completamente fácil.

Ando meio boba, meio fraca, meio esquecida do que eu era antes. Estou desistindo de fingir um sorriso, pois a única coisa que eu desejo é um colo, mais precisamente o seu colo. Mas as coisas nunca foram fáceis para nós dois, só que nunca nos afastamos, sempre éramos o ombro de cada um. E agora, cadê você pra me ajudar e deixar que eu ajude?

O Pequeno Príncipe.

É loucura odiar todas as rosas porque uma te espetou. Entregar todos os teus sonhos porque um deles não se realizou, perder a fé em todas as orações porque em uma não foi atendido, desistir de todos os esforços porque um deles fracassou. É loucura condenar todas as amizades porque uma te traiu, descrer de todo amor porque um deles te foi infiel. É loucura jogar fora todas as chances de ser feliz porque uma tentativa não deu certo. Espero que na tua caminhada não cometas estas loucuras. Lembrando que sempre há uma outra chance, uma outra amizade, um outro amor, uma nova força. Para todo fim, um recomeço.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Sonho.

Suas mãos eram frias, seu toque em meu corpo doía, seu corpo era quente demais. Seus lábios eram grossos e devoravam os meus com uma fome indescritível. Suas mãos grandes palpavam meu corpo na intenção de descobrir cada parte dele. Seus olhos eram profundos como o mar, neles eu via um futuro jamais conquistado antes. Seu sorriso era um abrigo para as minhas tempestades, seu abraço era o alivio de qualquer dor que meu corpo ou minha alma sentisse. E o que eu sentia por ele era o mais imperfeitamente perfeito amor que já existiu.
                                                

Carta ao desconhecido.

Olá,
Sei que te prometi ser forte e não me deixar cair por essas coisas tolas da vida, sei que te prometi me tornar mulher e esquecer das infantilidades de menina. E eu estou tentando, juro que estou. Mas a cada dia se torna mais complicado lembrar que minha força, agora, deve vir do interior, não de você. Por mais que eu negue, que esse medo de perder o controle me impeça de admitir, lá no fundo eu sei da verdade - se eu seguirei as pontas, foi por você. Se eu guardei minhas lágrimas, foi por você. Se eu engoli as palavras cruéis e me açucarei, foi por nós dois. E agora, o que eu faço comigo mesma? Junto com você, foi-se a minha parte madura e independente. Engraçado, sempre pensei que fizesse tudo sozinha, e acabo de perceber que a cada passo eu me tornava mais dependente tua. Como uma droga, um veneno. Você foi minha salvação por tanto tempo, e agora me faz cair em um abismo ainda maior. Você nunca foi capaz de entender, você nunca sentiu nada. Você nunca me amou, meu garoto. Fui eu quem amei por nós dois.
Agora, de frente para o espelho, eu olho minha imagem e já não me reconheço mais. Os traços são os mesmos, as roupas são as mesmas, tudo está igual. Mas não parece mais eu. Essa estranha que se adentrou e tomou posse do meu corpo é um ser que eu desconheço, é um ser sem vida, sem paixão. Tudo isso foi tirado de mim com a mesma rapidez que me foi dado, toda vontade de gritar se acabou. Só me sobrou um murmúrio rouco, eu perdi minha voz. Engraçado, eu costumava não saber a hora de parar de falar. Dizem que o amor nos muda, mas pensei que fosse para melhor, pensei que ganhássemos cor, não apatia. Por muito tempo, admito, fui feliz. Mas acabo de descobrir que esse “sou feliz” é a maior desgraça do amor - você acredita nisso com todas as suas forças, até que ele se acaba e você percebe que, na verdade, “somos felizes”. Eu ligo a televisão e descubro que não sei mais que programas olhar, vou ao cinema e só quando chego lá, lembro que não gosto de filmes de ação. Eu gostava apenas da tua mão apertando a minha, dos teus braços sobre meus ombros. No restaurante, ninguém vai dividir o prato comigo. Engraçado, depois de tanto tempo, eu desaprendi a diferenciar o “eu” do “nós”.
Mas, como dizem, em toda comédia há tragédia. E acho que essa se encontra mais presente em mim do que em você. Onde eu estava esse tempo todo, enquanto as coisas mudavam? Sinto como se você houvesse me isolado em um baú no fundo do seu quarto, com medo de sair de lá e enlouquecer por saber a verdade - você sempre soube que eu era fraca. Mesmo quando eu engolia o choro, mesmo quando eu abafava o grito. Mesmo que o mundo estivesse desabando e eu sorrindo, você sabia que, dentro de mim, a fraqueza era a minha maior derrota. Eu aprendi a escondê-la do mundo, mas nunca fui capaz de mentir para você. No final, você estava certo. Sei que te disse que estava tudo bem, que o para sempre nunca existiu pra mim também. Mas apenas uma olhada rápida para dentro dos meus poços negros pode revelar-te o meu estado real. Eu estou em um meio termo entre “destruída” e “acabada”; perdi minha solução, meu garoto. Agora só sobrou eu, e viver sozinha nunca foi meu dom.
Não vou te mentir, não a essa altura no campeonato. Sempre fui verdadeira contigo, não vejo motivos para deixar de ser, logo agora. Se esse é o final, esse é o momento da verdade. Por mais que eu queira voltar correndo para os seus braços, te ligar desesperada e pedir para que regresses. Por mais que a tua falta esteja me fazendo derramar lágrimas em cima desse teclado, que minha mãos estejam tremendo e a angústia esteja prestes a derrubar meu peito. Por mais que todas essas palavras não tenham influência sobre você, eu gostaria que você soubesse - me perdoa.
Me perdoa pela falta de espaço, pelo sufocamento precipitado. Por ver uma borboleta em alguém que era apenas uma lagarta, por chamar de amor aquela sensação de bem-estar. Me perdoa pelas ligações de madrugada, pelas mensagens desesperadas. Me desculpa por confiar em ti meus segredos, por acreditar que poderíamos dar certo. Me perdoa por tentar te mudar, e por deixar que você me mudasse. Me desculpa, acima de tudo, pelas cartas não entregues, pelas palavras profundas que você nunca foi capaz de compreender, pelo futuro que planejei sozinha. Me perdoa por depositar minha fé em quem não merecia um único segundo do meu tempo. Apesar de tudo, eu te amei. Amei teu cabelo bagunçado, tuas roupas descombinando, teu olhar de moleque e teu jeito de dono do mundo. Te amei por inteiro e desejei que isso fosse o suficiente para ser eterno. Hoje eu vejo a minha estupidez. Por que antes de ser eterno, tem que ser. E você não foi. Agora eu sou capaz de entender que meninos, serão apenas meninos. E eu preciso de um homem, porque, apesar dos pesares, você me ensinou a ser mulher. Então, me perdoa - mas quem te manda embora, agora, sou eu.

                                                                           Com amor.

Ignorar-te.

O pior de tudo, é que mesmo você conseguindo ignorar, você nunca deixa de amar. Você vai se importar, mas não vai falar. Vai olhar e fingir que não viu, mas o que você viu fica na sua cabeça. Vai ouvir tudo e ficar calado. Mas vai continuar amando, vai continuar doendo… Vai continuar se importando mesmo sem querer.

Sem nome.

E a cada diz fica mais difícil manter esse segredo e renegar a vontade que meu corpo deseja. Não preciso disso. Não posso precisar. É tão tóxico quanto você. Às vezes bem mais por que o veneno eu tenho, e quanto a você, bem, deixemos as reticências dizerem…
Tão farta desse mundo. Mais farta ainda dessa vida que me persegue a cada esquina. Quero ser liberta na minha prisão mental, onde apenas o vazio e as estrelas se encontram. Os dias estão passando mais rápidos, minha sentença está prestes a chegar. Consigo sentir o que está por vir. Na verdade, eu sei exatamente o que está por vir: Decepção. Não minha, não sua… Deles. Dos que sempre quiseram o melhor para quem deseja o fim, eu. Eu já posso sentir o peso do olhar. E como tão lenta a semana seguinte decorrerá. Será culpa minha? Totalmente. Eles merecerão isso? Com certeza, não. Mas é o que minha cabeça insiste em repetir todos os dias para mim, você não é mais você… É apenas algo sem nome que nunca deixará de ser o que nunca será.
Estou aprendendo, ainda, a me relacionar melhor comigo mesma. Não é uma tarefa fácil para quem desgosta do que reflete o espelho. Sempre foi assim. Todos os anos, desde menina, em que escondia o rosto em caretas que alguns achavam coisa de criança. Sempre houve um sentido em cada ação. É por isso que hoje tenho essa aversão por mim. Não que eu queira mudar, querer todos querem, é que não se pode mudar o que nasceu pra ser; Apenas é, isso sempre será tudo, mesmo que signifique nada. Tanto que cresceu e tanto nada que não mudou. De vez em quando pego alguns retratos e observo. Nunca fui o tipo almejada, e nem serei, não quero tal coisa sobre meus ombros. Não lamento, é apenas o que tem que ser. Não se muda, apenas se aceita. Ingratidão, isso sempre resumirá minhas atitudes. Não presto, acredite, você não sabe metade do que eu sei sobre mim, e nunca saberá. Porém, enquanto isso vou trilhando. Rasgando o veneno que há em meu corpo, ignorando a face que reluz no espelho, e sorrindo como se o meu mundo sempre tivesse sido perfeito.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Á título.

Eu sinto que já não penso em você como antes. Eu já não te desejo da mesma maneira. Você agora faz parte das coisas pelas quais eu perdi o interesse. Eu relutei muito para te manter aqui comigo. Acabei afundando a mim mesma em um lugar do qual não tenho a mínima ideia de como sair. Tenho tentado refazer meus passos e seguir o rumo que pretendia seguir antes de você. Mas nada disso faz sentido mais. Eu tenho achado falhas em tudo de bom que acontece na minha vida. Às vezes acho que sou cruel comigo mesma, às vezes acho que não sou cruel o suficiente. As coisas saíram do controle. Eu não sei o que fazer com a minha vida. Eu tenho essa grande vontade de viver dentro de mim e essa grande angústia de não saber por onde começar. Sempre que tento, sigo a direção errada. Aquela que me leva de volta a lugares piores aos que eu estava antes. É como se eu estivesse presa nesse enorme labirinto em que eu me meti e não soubesse como sair.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Carta n: um.

       Querida V,
  Primeiramente quero agradecer-lhe por ter me escrito tão logo, eu fiquei muito feliz em ler uma carta sua, e mais feliz ainda por saber que tens passado bem, mesmo que aparentemente.
 Tenho estado bem, agradeço pela preocupação... mesmo que exagerada! Eu não sei por quanto tempo ainda irei permanecer nessa fossa, tão acomodada como estou. Quanto a você querer ficar numa fossa comigo, como já disse, cave uma, dará mais certo. Estou sorrindo, saiba isso. Tenho pensando muito em cartas, e em como eu demoro pra escrevê-las, e você mais ainda para recebê-las. Por isso, agora irei escrever sempre uma carta por mês em meu blog pra você, gostou da ideia? Espero que sim! Não fica bem mais fácil? Penso que sim.
 Ah, como tem estado sua vida amorosa? Se é que já teve uma um dia, se não, agradeça ardentemente, porque amor é mesmo uma desgraça... Não vê a mim? Sofro tão plenamente que me é estranho quando tenho um momento alegre com o amor. Por isso sempre digo: A felicidade me faz mal, enquanto a tristeza me faz bem! Pode usar isso se quiser.
  Eu tinha tanta coisa pra lhe contar, só que acabei esquecendo... Assim que me lembrar eu lhe escrevo novamente. Saiba somente que estou sentindo demais sua falta, e que a amo.

                             P.S. Acho que assim ficou mais fácil para ambas.
                              
                                                                                                       Com amor,
                                                                                                                Jones.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

you know there will be days...


                                                                     when you're so tired.



 that you can't take another step, and you'll think you've gone as far...


                                                                              cause you can't go back now
                                                                                walk on, walk on, walk on
                                                                                   you can't go back now.

Que não conseguirá dar outro passo.

Nós somos uma soma!

Eu posso ser a soma? Sozinha pergunto. Não quero ter ninguém pra conviver, quero poder ficar quieta por instantes não contados e minutos cronometrados... Porque nem relógio eu tenho!  E se o tivesse, teria jogado pela janela, ele teria caído e matado meu vizinho gordo da barriga d'água. Eu vou de todas as formas possíveis não tentar contar pra você. Vou prometer agora, e nunca mais, que eu vou me largar de você, porque assim tudo vai ficar bem. Ficar bem... Há quanto tempo eu não consigo ficar bem, mesmo que por minutos passados rapidamente...
Eu prometo, se você prometer também, que nunca mais vamos voltar atrás porque assim é melhor, e machuca menos do que machuca agora... Eu vou prometer sim, se você prometer comigo; Porque eu escrevo todas essas coisas, sabendo que poucas pessoas vão ler, mas que a mais importante delas, nem mesmo se importa. Eu me iludo, achando que nós somos uma soma!

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Sra. Espanca...

" Saudades

Saudades! Sim... Talvez... e porque não?... Se o nosso sonho foi tão alto e forte. Que bem pensara vê-lo até à morte. Deslumbrar-me de luz o coração! Esquecer! Para quê?... Ah! como é vão! Que tudo isso, Amor, nos não importe. Se ele deixou beleza que conforte. Deve-nos ser sagrado como o pão! Quantas vezes, Amor, já te esqueci, Para mais doidamente me lembrar, Mais doidamente me lembrar de ti! E quem dera que fosse sempre assim: Quanto menos quisesse recordar. Mais a saudade andasse presa a mim! "
                                                 
                                                                              - Florbela Espanca.

Frio e chuva, duas combinações que eu aprecio.

Eu poderia ter optado pelo sol, calor e suor. Pessoas correndo no parque, na praia, na rua. Todas elas, juntas em lazer. Mas não, eu deveria ser do contra, do frio, pessoas encolhidas em seus sofás, talvez camas, enroladas em cobertores ouvindo no noticiário que hoje faria chuva e frio, duas combinações que eu aprecio.
Aprecio o som que a gota de chuva faz quando caí pesadamente no solo. Aprecio a calma com que o frio vem e bate na gente com força e gelidão. Aprecio mais ainda o cheiro de passeio molhado, grama molhada, de a coisa toda molhada pela chuva. Eu aprecio... Aprecio sim.