quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Desastre.

Foi um desastre total. Eu nunca havi visto nada tão ridículo. Não havia a necessidade de  tudo aquilo. Ela sentada, como se nada houvesse acontecido, esperando um sorriso e uma gargalhada, depois de tudo. Não! Eu não daria o que ela queria. Ficaríamos assim, afinal. Ficaremos. Sabe, eu ainda não entendi o que você queria com tudo aquilo. Porque no fim das contas, você só transformou o que tinhamos, em um desastre. Um drama, totalemente exclusivo. Algo que, de forma alguma, vai desaparecer de mim.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Não sinto pena, não sinto remorso, não sei perdoar, não sou quem você pensa, sou quem você menos imagina, não sou especial ou anormal, sou diferente, ou quem sabe só me sinta assim, talvez seja igual a todos, e todos sejam igual a mim.
“Lâminas machucam, rios são podres, ácidos maculam, drogas causam horrores, armas são proibidas, laço pode desprender, gases são coisas fedidas…É melhor viver.”
                                                    — Garota, Interrompida.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Você tem a vida inteira pra me devorar!

Sem amor, sem nada. Só flerte. É mais fácil, tolerável!

Acabou. Somos amigos agora... Tudo o que mais queriamos se tornou uma realidade palpável, mesmo que de mentira.
Somos amigos. Agora nos tornamos duas pessoas que se conhecem tão bem, mas tão pouco, e vamos assim, nos tornar melhores, ou piores pessoas. Ah! Eu percebi isso agora, nessas dez horas que passei com você, ou menos que isso. Sim, menos que isso! Eu percebi que vamos agora fazer coisas que amigos fazem. Amigos de verdade, eu digo. Não somos mais aquele casal desajeitado e que não se encaixava em nada, agora somos só eu ou só você. Nada que nós una! Nada que nós separe! O fio que havia, você se lembra dessa nossa teoria? Foi totalmente quebrado, o fio do amor. Agora, um novo foi criado: O da amizade, concordas comigo? Internamente eu sei que sim... Desculpe, tudo que fiz deu nisso, afinal. E assim, é melhor. Sem amor, sem nada. Só flerte. É mais fácil, tolerável!

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Aquele que se foi.

Esse não é mais um texto sobre mim. Ou mesmo sobre minhas desilusões amorosas. Não! É sobre ela.
Estávamos sentadas na porta da rua, conversando sobre nada e ao mesmo tempo sobre tudo. Ela tentava não chorar, por ele, ou a falta dele. Eu sabia que mais um pouco e ela estaria se acabando em lágrimas. Duas semanas é muito pra ficar deprimida por alguém, imagina três meses. E perder peso, quantos quilos mesmo? Aí foi quando ela conheceu aquele poderia ter feito bem, mas que agora, depois de ter passado, fez mal.
Sabe, não você não sabe! Ninguém sabe! Eu não sei, na verdade. Só ela que sentiu é que sabe o quanto que dói saber que ele é aquele que se foi. Pra sempre.

domingo, 13 de novembro de 2011

No escuro.

Não foi normal. Foi chato. Estranho. Deprimente.
Eu não sabia muito bem o quê fazer, afinal de contas aquilo era, uma tortura. Ele talvez esteja só dizendo a verdade, mas ele estava bêbado. Eu estou errada em dizer que isso é um insesto? Eu vou dizer que não para confortar a mim e a ele mesmo. Eu poderia ter negado, mas eu também queria.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Mundo

Todos dizem: 'Por que você ainda ouve isso? Se você está mal não querer-ia ouvir algo que a animasse? Eu não entendo'. Quem disse que eu não estou bem? Quem foi que disse que eu quero ficar animada? E quem disse que é necessário que vocês entendam? Não, ninguém disse, eu acho.
Não é porque a música é triste e totalmente deprimente, que eu não me sinto animada ou até mesmo bem -algumas vezes- com ela. Não! Eu me sinto melhor, me sinto alguém e de todas as coisas mais importante me sinto acolhida... Como se por alguma razão ainda desconhecida, eu fosse eu mesma. Mesmo depois de ter perdido a razão de ser eu mesma, se é que alguma vez fui. Sabe, eu poderia agradecer por se preocupar, mas, não! Isso é o que não quero. Eu não quero ninguém se preocupando comigo, porque sei que posso cuidar de mim. E agora que o pesadelo já terminou (talvez) eu posso me sentir de novo eu. Sabe, eu vou fingir que passei por uma fase, e vou esconder novamente a pequena e muito feia face de mim que me dá medo e não me torna em nada melhor, e sim pior... Eu só queria poder fazer com que vocês entendam que de uma forma ou de outra, aquele "Mundo" é onde eu me sinto bem.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Carta n: três.

     Minha querida amiga,
iria lhe escrever dizendo-lhe: "me sinto tão bem, tão viva e tão feliz, como em nenhuma época jamais me senti", mas desisti. Eu estaria mentindo, tanto pra você quanto pra mim. E isso, não é de meu feitio. Ou é. Pela ao menos quando diz respeito a não querer preocupar aos outros... Talvez.
 Minha cara, estou totalmente nostalgica e melancólica neste momento de minha triste vida. Não estou exagerando, de modo algum... Estou me sentindo uma inútil por meu bloqueio estar a me impedir de escrever meus textos, e por vezes eu os deixo inacabados, quando ao menos os começo. Amanhã irei ver um filme, e tenho a sensação de quê ficarei totalmente arrependida, mas verei assim mesmo. Estava ouvindo uma música, que a muito não ouvia, e me dediquei totalmente em forçar minha memória a lembrar-se da letra.
  Neste momento estou tentando, sem sucesso, conseguir me lembrar de assuntos que possam, de algum modo sem graça, encher está carta. Eu sempre me esqueço de mencionar o fato de que eu adquiri novos livros, e de quê "Orgulho&Preconceiro" está entre eles. Mas, sobre isso falamos uma outra hora.
  Ah! Sim, claro. Já ia me esquecendo de mencionar o fato de que eu sou a diretora da peça que minha sala está produzindo, e o tema é: "A Chegada da Família Real ao Brasil" eu estou sufocada e com os nervos em frangalhos por conta da peça. Os rapazes da minha sala não respeitam de forma alguma minhas ordens, que são tão tolas, pra o bom andamento da peça... Mas, que isso deixe de me preocupar logo.
  Minha querida, não tenho nada mais a dizer, e acho que está carta, foi desta vez, mais longa que qualquer outra que já lhe escrevi, e vou escrever, penso eu. Bem, até o mês que vem, e com todo o meu amor, peço que fiques bem e que nada de mal lhe aconteça... Felicidades da sua amada amiga, Lynn Jones.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Carta n: dois.

 Querida, V

  Como tem passado? Vou esperar uma resposta, é melhor que deduzir algo. Estou sorrindo.
  Hoje é sexta-feira, uma sexta qualquer, pra mim pelo ao menos. E pra você? Ontem vi quando falava com minha irmã, e vi também, mesmo que por trás de suas risadas ( totalmente ensaiadas ) que não anda andando bem... Talvez eu esteja errada, mas posso estar totalmente certa. Na verdade, eu nunca achei que, das várias vezes que vieres pra cá, estiveres bem... Bem como antigamente, digo. Você fica retraída demais, longe, e até mesmo triste demais... E todos percebem isso, todos no caso eu e minha tia. Ah! Sim, minha tia. Ela vai bem. Meus problemas do coração, como os chamo, melhoraram. Eu já os resolvi... E me sinto satisfeita comigo mesmo por tê-los resolvido, mesmo estando me sentindo morta por dentro. Mas, quem não se sente uma vez na vida, ou até mesmo sua vida toda, morta por dentro? Creio eu, que ninguém. Ah! Eu gosto de suspirar, e tenho feito isso com uma frequência horrorosa, acredita? Querida, não tenho mais o quê escrever. Saiba que lhe amo, e que as saudades estão me apertando o peito...

                                                             Com todo meu amor, que sabes que é muito,
                                                                                                                   
                                                                                                Jones.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

The Corner.

“I remember the corner.
The corner of your colour, the corner of your smile.
The corner where we kissed.
The street corners turning into the corners of the corridor.
Into the corners of the room where we lay.
The corners of your mouth, of your eyes.
The corners of words we didn’t finish.
The corner of your name.
On the corner where we parted.
I remember the corner.”
Once upon a time I was of the mind
To lay your burden down
And leave you where you stood
And you believed I could
You’d seen it done before
I could read your thoughts
Tell you what you saw
And never say a word
Now all that is gone
Over with and done

sábado, 15 de outubro de 2011

" Eu gosto tanto de você,
que até prefiro esconder
deixa assim ficar subentendido.
Como uma idéia que existe na cabeça

e não tem a menor pretensão de acontecer "

                                - Lulu Santos

"O cheiro do teu corpo persiste no meu durante dias. Não tomo banho. Guardo, preservo, cheiro o cheiro do teu cheiro grudado no meu. E basta fechar os olhos pra naufragar outra vez e cada vez mais fundo na tua boca. Abismos marinhos, sargaços. Minhas mãos escorrem pelo teu peito, gramados batidos de Sol, poços claros. Alguma coisa então pára, as coisas param."

                                                      - Caio F. Abreu

Relação perfeita/imperfeita.

"Nós poderíamos ser amigos e trocar confidências. Assistiríamos a filmes, taça de vinho nas mãos, e tu me detalharias as tuas paixões e desatinos. Nós poderíamos ser amantes que bebem champanhe pela manhã aos beijos num hotel em Paris. Caminharíamos pela beira do Sena, e eu te olharia atenta, numa tentativa indisfarçável de gravar o momento e guardá-lo comigo até o fim dos meus dias. Ou poderíamos ser apenas o que somos, duas pessoas com uma ligação estranha, sutilezas e asperezas subentendidas, possibilidades de surpresas boas. Ou não. Difícil saber. Bato minhas asas em retirada. Tu dormes, e nos teus sonhos mais secretos, não posso entrar. Embora queira. À distância, permaneço te contemplando. E me pergunto se, quem sabe um dia, na hora certa, nosso encontro pode acontecer inteiro. Porque tu és o único que habita a minha solidão."
                                           
                                         - Caio Fernando Abreu

Por me ser caro, e por ser nosso.

"Era um amor que começou pequenininho. Depois foi crescendo, crescendo, crescendo… Acabou que ficou um amor, tão grande, mas tão grande, que explodiu. E eles ficaram ali, olhando uma para o outro, com os restos do amor no chão. E cada um foi para um lado, soprando os pedacinhos que sobraram para ver se nascia, pelo menos, um amorzinho novo."

                                                                 - André Gonçalves.

Help?

“E da vida só me restaram pedaços. Um coração em ruína, um pulmão 60% contaminado, um rim em mau funcionamento, meia alma entorpecida pelas drogas, memória falha com poucas recordações, apenas borrões. Imagens que bem sei eu, jamais se repetirão. Pequenos pedaços, que dão destaque a ausência. Ausência de mim, ausência de nós. Ausência, talvez… De você.”

Nada está completamente fácil.

Ando meio boba, meio fraca, meio esquecida do que eu era antes. Estou desistindo de fingir um sorriso, pois a única coisa que eu desejo é um colo, mais precisamente o seu colo. Mas as coisas nunca foram fáceis para nós dois, só que nunca nos afastamos, sempre éramos o ombro de cada um. E agora, cadê você pra me ajudar e deixar que eu ajude?

O Pequeno Príncipe.

É loucura odiar todas as rosas porque uma te espetou. Entregar todos os teus sonhos porque um deles não se realizou, perder a fé em todas as orações porque em uma não foi atendido, desistir de todos os esforços porque um deles fracassou. É loucura condenar todas as amizades porque uma te traiu, descrer de todo amor porque um deles te foi infiel. É loucura jogar fora todas as chances de ser feliz porque uma tentativa não deu certo. Espero que na tua caminhada não cometas estas loucuras. Lembrando que sempre há uma outra chance, uma outra amizade, um outro amor, uma nova força. Para todo fim, um recomeço.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Sonho.

Suas mãos eram frias, seu toque em meu corpo doía, seu corpo era quente demais. Seus lábios eram grossos e devoravam os meus com uma fome indescritível. Suas mãos grandes palpavam meu corpo na intenção de descobrir cada parte dele. Seus olhos eram profundos como o mar, neles eu via um futuro jamais conquistado antes. Seu sorriso era um abrigo para as minhas tempestades, seu abraço era o alivio de qualquer dor que meu corpo ou minha alma sentisse. E o que eu sentia por ele era o mais imperfeitamente perfeito amor que já existiu.
                                                

Carta ao desconhecido.

Olá,
Sei que te prometi ser forte e não me deixar cair por essas coisas tolas da vida, sei que te prometi me tornar mulher e esquecer das infantilidades de menina. E eu estou tentando, juro que estou. Mas a cada dia se torna mais complicado lembrar que minha força, agora, deve vir do interior, não de você. Por mais que eu negue, que esse medo de perder o controle me impeça de admitir, lá no fundo eu sei da verdade - se eu seguirei as pontas, foi por você. Se eu guardei minhas lágrimas, foi por você. Se eu engoli as palavras cruéis e me açucarei, foi por nós dois. E agora, o que eu faço comigo mesma? Junto com você, foi-se a minha parte madura e independente. Engraçado, sempre pensei que fizesse tudo sozinha, e acabo de perceber que a cada passo eu me tornava mais dependente tua. Como uma droga, um veneno. Você foi minha salvação por tanto tempo, e agora me faz cair em um abismo ainda maior. Você nunca foi capaz de entender, você nunca sentiu nada. Você nunca me amou, meu garoto. Fui eu quem amei por nós dois.
Agora, de frente para o espelho, eu olho minha imagem e já não me reconheço mais. Os traços são os mesmos, as roupas são as mesmas, tudo está igual. Mas não parece mais eu. Essa estranha que se adentrou e tomou posse do meu corpo é um ser que eu desconheço, é um ser sem vida, sem paixão. Tudo isso foi tirado de mim com a mesma rapidez que me foi dado, toda vontade de gritar se acabou. Só me sobrou um murmúrio rouco, eu perdi minha voz. Engraçado, eu costumava não saber a hora de parar de falar. Dizem que o amor nos muda, mas pensei que fosse para melhor, pensei que ganhássemos cor, não apatia. Por muito tempo, admito, fui feliz. Mas acabo de descobrir que esse “sou feliz” é a maior desgraça do amor - você acredita nisso com todas as suas forças, até que ele se acaba e você percebe que, na verdade, “somos felizes”. Eu ligo a televisão e descubro que não sei mais que programas olhar, vou ao cinema e só quando chego lá, lembro que não gosto de filmes de ação. Eu gostava apenas da tua mão apertando a minha, dos teus braços sobre meus ombros. No restaurante, ninguém vai dividir o prato comigo. Engraçado, depois de tanto tempo, eu desaprendi a diferenciar o “eu” do “nós”.
Mas, como dizem, em toda comédia há tragédia. E acho que essa se encontra mais presente em mim do que em você. Onde eu estava esse tempo todo, enquanto as coisas mudavam? Sinto como se você houvesse me isolado em um baú no fundo do seu quarto, com medo de sair de lá e enlouquecer por saber a verdade - você sempre soube que eu era fraca. Mesmo quando eu engolia o choro, mesmo quando eu abafava o grito. Mesmo que o mundo estivesse desabando e eu sorrindo, você sabia que, dentro de mim, a fraqueza era a minha maior derrota. Eu aprendi a escondê-la do mundo, mas nunca fui capaz de mentir para você. No final, você estava certo. Sei que te disse que estava tudo bem, que o para sempre nunca existiu pra mim também. Mas apenas uma olhada rápida para dentro dos meus poços negros pode revelar-te o meu estado real. Eu estou em um meio termo entre “destruída” e “acabada”; perdi minha solução, meu garoto. Agora só sobrou eu, e viver sozinha nunca foi meu dom.
Não vou te mentir, não a essa altura no campeonato. Sempre fui verdadeira contigo, não vejo motivos para deixar de ser, logo agora. Se esse é o final, esse é o momento da verdade. Por mais que eu queira voltar correndo para os seus braços, te ligar desesperada e pedir para que regresses. Por mais que a tua falta esteja me fazendo derramar lágrimas em cima desse teclado, que minha mãos estejam tremendo e a angústia esteja prestes a derrubar meu peito. Por mais que todas essas palavras não tenham influência sobre você, eu gostaria que você soubesse - me perdoa.
Me perdoa pela falta de espaço, pelo sufocamento precipitado. Por ver uma borboleta em alguém que era apenas uma lagarta, por chamar de amor aquela sensação de bem-estar. Me perdoa pelas ligações de madrugada, pelas mensagens desesperadas. Me desculpa por confiar em ti meus segredos, por acreditar que poderíamos dar certo. Me perdoa por tentar te mudar, e por deixar que você me mudasse. Me desculpa, acima de tudo, pelas cartas não entregues, pelas palavras profundas que você nunca foi capaz de compreender, pelo futuro que planejei sozinha. Me perdoa por depositar minha fé em quem não merecia um único segundo do meu tempo. Apesar de tudo, eu te amei. Amei teu cabelo bagunçado, tuas roupas descombinando, teu olhar de moleque e teu jeito de dono do mundo. Te amei por inteiro e desejei que isso fosse o suficiente para ser eterno. Hoje eu vejo a minha estupidez. Por que antes de ser eterno, tem que ser. E você não foi. Agora eu sou capaz de entender que meninos, serão apenas meninos. E eu preciso de um homem, porque, apesar dos pesares, você me ensinou a ser mulher. Então, me perdoa - mas quem te manda embora, agora, sou eu.

                                                                           Com amor.

Ignorar-te.

O pior de tudo, é que mesmo você conseguindo ignorar, você nunca deixa de amar. Você vai se importar, mas não vai falar. Vai olhar e fingir que não viu, mas o que você viu fica na sua cabeça. Vai ouvir tudo e ficar calado. Mas vai continuar amando, vai continuar doendo… Vai continuar se importando mesmo sem querer.

Sem nome.

E a cada diz fica mais difícil manter esse segredo e renegar a vontade que meu corpo deseja. Não preciso disso. Não posso precisar. É tão tóxico quanto você. Às vezes bem mais por que o veneno eu tenho, e quanto a você, bem, deixemos as reticências dizerem…
Tão farta desse mundo. Mais farta ainda dessa vida que me persegue a cada esquina. Quero ser liberta na minha prisão mental, onde apenas o vazio e as estrelas se encontram. Os dias estão passando mais rápidos, minha sentença está prestes a chegar. Consigo sentir o que está por vir. Na verdade, eu sei exatamente o que está por vir: Decepção. Não minha, não sua… Deles. Dos que sempre quiseram o melhor para quem deseja o fim, eu. Eu já posso sentir o peso do olhar. E como tão lenta a semana seguinte decorrerá. Será culpa minha? Totalmente. Eles merecerão isso? Com certeza, não. Mas é o que minha cabeça insiste em repetir todos os dias para mim, você não é mais você… É apenas algo sem nome que nunca deixará de ser o que nunca será.
Estou aprendendo, ainda, a me relacionar melhor comigo mesma. Não é uma tarefa fácil para quem desgosta do que reflete o espelho. Sempre foi assim. Todos os anos, desde menina, em que escondia o rosto em caretas que alguns achavam coisa de criança. Sempre houve um sentido em cada ação. É por isso que hoje tenho essa aversão por mim. Não que eu queira mudar, querer todos querem, é que não se pode mudar o que nasceu pra ser; Apenas é, isso sempre será tudo, mesmo que signifique nada. Tanto que cresceu e tanto nada que não mudou. De vez em quando pego alguns retratos e observo. Nunca fui o tipo almejada, e nem serei, não quero tal coisa sobre meus ombros. Não lamento, é apenas o que tem que ser. Não se muda, apenas se aceita. Ingratidão, isso sempre resumirá minhas atitudes. Não presto, acredite, você não sabe metade do que eu sei sobre mim, e nunca saberá. Porém, enquanto isso vou trilhando. Rasgando o veneno que há em meu corpo, ignorando a face que reluz no espelho, e sorrindo como se o meu mundo sempre tivesse sido perfeito.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Á título.

Eu sinto que já não penso em você como antes. Eu já não te desejo da mesma maneira. Você agora faz parte das coisas pelas quais eu perdi o interesse. Eu relutei muito para te manter aqui comigo. Acabei afundando a mim mesma em um lugar do qual não tenho a mínima ideia de como sair. Tenho tentado refazer meus passos e seguir o rumo que pretendia seguir antes de você. Mas nada disso faz sentido mais. Eu tenho achado falhas em tudo de bom que acontece na minha vida. Às vezes acho que sou cruel comigo mesma, às vezes acho que não sou cruel o suficiente. As coisas saíram do controle. Eu não sei o que fazer com a minha vida. Eu tenho essa grande vontade de viver dentro de mim e essa grande angústia de não saber por onde começar. Sempre que tento, sigo a direção errada. Aquela que me leva de volta a lugares piores aos que eu estava antes. É como se eu estivesse presa nesse enorme labirinto em que eu me meti e não soubesse como sair.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Carta n: um.

       Querida V,
  Primeiramente quero agradecer-lhe por ter me escrito tão logo, eu fiquei muito feliz em ler uma carta sua, e mais feliz ainda por saber que tens passado bem, mesmo que aparentemente.
 Tenho estado bem, agradeço pela preocupação... mesmo que exagerada! Eu não sei por quanto tempo ainda irei permanecer nessa fossa, tão acomodada como estou. Quanto a você querer ficar numa fossa comigo, como já disse, cave uma, dará mais certo. Estou sorrindo, saiba isso. Tenho pensando muito em cartas, e em como eu demoro pra escrevê-las, e você mais ainda para recebê-las. Por isso, agora irei escrever sempre uma carta por mês em meu blog pra você, gostou da ideia? Espero que sim! Não fica bem mais fácil? Penso que sim.
 Ah, como tem estado sua vida amorosa? Se é que já teve uma um dia, se não, agradeça ardentemente, porque amor é mesmo uma desgraça... Não vê a mim? Sofro tão plenamente que me é estranho quando tenho um momento alegre com o amor. Por isso sempre digo: A felicidade me faz mal, enquanto a tristeza me faz bem! Pode usar isso se quiser.
  Eu tinha tanta coisa pra lhe contar, só que acabei esquecendo... Assim que me lembrar eu lhe escrevo novamente. Saiba somente que estou sentindo demais sua falta, e que a amo.

                             P.S. Acho que assim ficou mais fácil para ambas.
                              
                                                                                                       Com amor,
                                                                                                                Jones.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

you know there will be days...


                                                                     when you're so tired.



 that you can't take another step, and you'll think you've gone as far...


                                                                              cause you can't go back now
                                                                                walk on, walk on, walk on
                                                                                   you can't go back now.

Que não conseguirá dar outro passo.

Nós somos uma soma!

Eu posso ser a soma? Sozinha pergunto. Não quero ter ninguém pra conviver, quero poder ficar quieta por instantes não contados e minutos cronometrados... Porque nem relógio eu tenho!  E se o tivesse, teria jogado pela janela, ele teria caído e matado meu vizinho gordo da barriga d'água. Eu vou de todas as formas possíveis não tentar contar pra você. Vou prometer agora, e nunca mais, que eu vou me largar de você, porque assim tudo vai ficar bem. Ficar bem... Há quanto tempo eu não consigo ficar bem, mesmo que por minutos passados rapidamente...
Eu prometo, se você prometer também, que nunca mais vamos voltar atrás porque assim é melhor, e machuca menos do que machuca agora... Eu vou prometer sim, se você prometer comigo; Porque eu escrevo todas essas coisas, sabendo que poucas pessoas vão ler, mas que a mais importante delas, nem mesmo se importa. Eu me iludo, achando que nós somos uma soma!

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Sra. Espanca...

" Saudades

Saudades! Sim... Talvez... e porque não?... Se o nosso sonho foi tão alto e forte. Que bem pensara vê-lo até à morte. Deslumbrar-me de luz o coração! Esquecer! Para quê?... Ah! como é vão! Que tudo isso, Amor, nos não importe. Se ele deixou beleza que conforte. Deve-nos ser sagrado como o pão! Quantas vezes, Amor, já te esqueci, Para mais doidamente me lembrar, Mais doidamente me lembrar de ti! E quem dera que fosse sempre assim: Quanto menos quisesse recordar. Mais a saudade andasse presa a mim! "
                                                 
                                                                              - Florbela Espanca.

Frio e chuva, duas combinações que eu aprecio.

Eu poderia ter optado pelo sol, calor e suor. Pessoas correndo no parque, na praia, na rua. Todas elas, juntas em lazer. Mas não, eu deveria ser do contra, do frio, pessoas encolhidas em seus sofás, talvez camas, enroladas em cobertores ouvindo no noticiário que hoje faria chuva e frio, duas combinações que eu aprecio.
Aprecio o som que a gota de chuva faz quando caí pesadamente no solo. Aprecio a calma com que o frio vem e bate na gente com força e gelidão. Aprecio mais ainda o cheiro de passeio molhado, grama molhada, de a coisa toda molhada pela chuva. Eu aprecio... Aprecio sim.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Só querer, sem querer.

Quero morrer lentamente. Quero aproveitar as coisas depois da escolha que fiz. Quero deitar e ficar ouvindo o som da televisão. Quero sentir os meus pés doerem depois de ter andado demais em uma manhã de domingo.
Quero ouvir os desenhos esquisitos que passam na tv. Gosto de tudo. E por gostar de tudo isso é que quero morrer lentamente.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

" E me deixando solta, mas me prendendo tanto... "

Eu só queria deixar bem claro uma coisa: Quando você começar a pensar de novo em um retorno, faça-me o favor de não me machucar. Eu já cansei sabe? Você deve entender. Eu espero que entenda.

Ah! Sim, minha covardia.

Eu poderia ter pego o resto de dignidade que eu ainda tinha e ter saído dizendo que não sou uma covarde. Mas, de que me adiantaria mentir? Eu só estaria gastando palavras e saliva com uma coisa que nós dois sabíamos que era totalmente verdade. Eu era uma covarde. Covarde por não querer acreditar que eu posso tentar de novo. Covarde por não querer tentar, de todas as formas cabíveis, encontrar um outro alguém que me queira também. Mas, sabe o quê é? Eu tenho medo. Eu já sofri tanto, e ainda sofro, não me vê agora? Eu estou um trapo, e mesmo assim, eu tento seguir. Pena não estar tendo muito sucesso. Ah! Como eu queria poder gritar a muitos pulmões o quanto eu amo você, e o quanto você ainda faz parte da minha vida. Ah! Se eu pudesse. Ei, falávamos sobre? Ah! Sim, minha covardia. Então... Sou covarde. Sei-o bem, não havia necessidade de me dizer aquilo, porque afinal de contas, o posto de covarde nunca fora meu, deveria ser agora por que? Só porque não acredito que possa mais ser uma completa feliz? Me desculpe, eu só parei de tentar, há algum tempo. Como já disse, a felicidade não me faz bem.

domingo, 25 de setembro de 2011

Sonifero:

Eu vou tomar mais três hoje. Três amanhã, e três o resto de tudo. É assim. Divertido o efeito.
Divertido o modo como os comprimidos descem asperamente pela garganta. O modo como eu mal consigo colocar o copo na mesa. O modo como me deito, esperando o efeito desejado e necessário. Ele vem.
Calmamente minhas pálpebras caem, eu fico grogue e adormeço. Durmo pesadamente. Os pesadelos são terriveis, e eu não posso escapar, são necessários pra entender a coisa toda. Dali a três horas, quatro no máximo, estou alerta. As pálpebras voltam para o lugar, minha boca volta a ser sentida e estou alerta. Levanto, grogue, caio, me levanto grogue. Fico firme, cozinha. Preciso de um copo d'água.

Você se lembra?...

" Alguém sabe quando é a hora certa? Não, só nos damos conta de que aquele não é o momento, a partir do instante em que é a hora certa para a outra pessoa e você não se sente bem com isso.
 Não penso qual momento vai ser o certo. Sinto todos os momentos intensamente para que um dia eu consiga meu instante certo, minha hora certa.
  Hoje pra mim não pe o certo, talvez o amanhã seja ou quem sabe o nunca, palavra que nunca deve ser dita pois o nunca não existe, o nunca pode ser o hoje, o nunca pode ser o amanhã, mais será que o nunca pode ser nunca? Sinto muito em não estar preparado, sinto muito por sua hora certa não ser o meu minuto certo, o meu instante, o meu momento certo, espero somente que quando chegar a hora certa, não seja tarde demais. "

Fade Into You - Mazzy Star

" Desaparecer Em Você "

Eu quero agarrar a mão dentro de ti
Quero uma respiração que seja verdadeira
Eu olho pra você e não vejo nada
Quero olhar pra você e ver verdade

Você vive sua vida
Você vai nas sombras
Você chegará distante e partirá obscurecido
Algum tipo de noite dentro da sua escuridão
Colore teus olhos com aquilo que não está lá

Desaparecer em você
Estranho que você nunca soube
Desaparecer em você
Acho estranho que você nunca soube

A luz de um desconhecido aproxima-se lentamente
O coração sem lar de um desconhecido
Você põe tuas mãos na cabeça
E então sorrisos cobrem teu coração

Desaparecer em você
Estranho que você nunca soube
Desaparecer em você
Acho estranho que você nunca soube

Desaparecer em você
Estranho que você nunca soube
Desaparecer em você
Acho estranho que você nunca soube
Acho estranho que você nunca soube

Passagens.

" - Não te desejo torturas maiores do que as que sofro, Heathcliff.
Desejo apenas que não nos separemos jamais. Se a lembrança de minhas palavras deverá desolar-te mais tarde, pensa que debaixo da terra sentirei a mesma desolação e por amor de mim, perdoa-me!
Vem cá e ajoelha-te ainda! Tu nunca me fizeste nenhum mal na vida.Vamos, se me guardas rancor, será uma recordação mais cruel que a de minhas palavras um pouco duras! Não queres vir de nôvo para meu lado? Vem! "

Tática e Estratégia

O Teatro Mágico

Minha tática é te querer como sois...
A sós minha tática é te escutar para que me queiras mais
"Para que me queiras"
Minha tática é cruel por ser crua...
Sem didática minha tática não tem pudor
Tem amor... na prática!
(Queira amar, queira amar, queira amar, me queira!)
Nosso ex-quadro
Nossa moldura
Se nosso amor durar
Sem armadura quando me duvidar
Quando me estranhar não ataca-me! Acata-me
Atreva-te... espontanear!
Ser mais eu contigo!
Para que me queiras
Ser mais eu contigo!
Para que me queiras
Ter a força da explosão celeste
Brincar de Deus...
criando um universo outro
Para que me queiras!
Para que me queiras!

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Só para esclarecer.

Sabe quando você chora por nada? Quando o tédio te domina e coloca angústia no seu peito? Pois é, e quando isso acontece, parece que nada mais faz sentido, e eu perco a vontade de tudo.

Tudo do começo.

Parti no inicio da alegria para que a tristeza não chegasse a mim quando estivesse no auge da felicidade, talvez foi meu medo de tentar e arriscar, ou meu medo de seguir em frente se me machucar. Tola eu, muito tola em não acreditar em nada que você dizia, de fazer o maldito clichê em perder para depois dar o valor merecido. Agora, sozinha eu, sozinha sem você por não ter arriscado na alegria enquanto temia a tristeza.

Desistir...

E finalmente eu desisti. Tentei, consertei a mim mesma e desisti. Acho que no fim das contas iria acabar assim mesmo. Você sozinho e eu sendo procurada e encuralada por qualquer um que não fosse você. Desculpe, eu tentei, mas você não fez bem sua parte, e ninguém consegue algo tentando sozinho. Eu vou finalmente ficar com qualquer um que não seja você, isso é um passo, eu acho. Ela disse estar alegre por mim, e diz que tenho três opções, não são válidas. Acho que o quê quero é que você diga que eu não preciso escolher, que posso continuar com isso que temos agora, e que tudo pode ficar bem, denovo. Mas, preciso mesmo escolher?

terça-feira, 20 de setembro de 2011


Odeio quando mechem em minhas coisas. Odeio quando fazem surpresas. Odeio quando dizem pra mim o que fazer. Odeio quando pensam estar certos, sendo que não estão tão certos assim. Odeio quando me dão conselho, e odeio quando me falam verdades que eu não quero enchergar. E odeio, acima de tudo, quando dizem que “vai ficar tudo bem” porque sinceramente não vai. Amanhã vou acordar, e tudo vai estar a mesma bosta de sempre… e depois, e depois e depois… então vão se foder vocês.

Com tudo de mim...

“Eu me mutilei por você. E você me olhou com um olhar que eu dedicaria a um monte de merda, quando eu lhe pedi ajuda. Mas eu continuei, eu lutei para subir a superfície… porque eu queria viver. Eu queria sentir todas as emoções que você oprimiu em mim; eu queria ser eu, nem que por algumas horas. Mas você disse “não” lembra-se? Mas eu não quero isso mais. Me deprime ver como eu mudei por você, por algo que nunca irá se solidificar. Me deixa nauseada olhá-lo todas as manhãs e noites, sempre tendo de fingir. De atuar… isso sempre me mata um pouco. Afinal, que estamos fazendo? Matando-se mutuamente? E para quê? Para tornarmos- nos pessoas insensíveis e sem coração? Eu não; não irei participar disso. Não mais… continue sua história sozinho. E me apague de seu coração.”
                                                 Com todo o coração, J.

domingo, 18 de setembro de 2011

Trata de ser feliz...

Trata de sorrir da sorte,  nem sempre bem-vinda para você. Trata de gastar mais o linguajar falando bobeiras que nem sempre todos iram ouvir. Trata de sempre, mesmo que quando triste, cantar a cantiga da alegria, essa que se nomeia " sorriso ". Ei, trata de me deixar de lado para seu bem, certo? Mesmo eu sabendo que já fizestes isso, ainda tento me enganar quando estou de ti tão perto. Querido, por favor, me beije. Não, não esqueças nunca que isso é só momentâneo, acho que tenho que dizer isso a mim mesma, sorriso. Eu gosto de sorrir quando estou um tantinho mal... É como se isso desfarsace o mal, o descontentamento e a falta de alegria constante, mas, desculpe, isso é só uma máscara de retalhos, costurados com linhas vermelhas. Ela cantou, você ouviu? Eu ouvi. Ela canta sempre a canção nomeiada " sorriso ", lágrima.

Não estou lá

Não estou lá. Não estu aqui. Você me abandonou, mesmo que parcialmente, então eu decidi partir.
Não me espere no frio que podes congelar, nem mesmo no quente, podes virar cinzas. Melhor, faça assim: Não me espere mais. Quando decidires voltar, lhe contarei, e se você decidir que desejas que eu volte antes que eu queira voltar, me conte, não poderei adivinhar se não o fizer. Por favor, só conte!

Shake It Out - Florence And The Machine

Regrets collect like old friends
Here to relive your darkest moments
I can see no way, i can see no way
And all of the ghouls come out to play

And every demon wants his pound of flesh
But i like to keep some things to myself
I like to keep my issues strong
It's always darkest before the dawn

And i've been a fool and i've been blind
I can never leave the past behind
I can see no way, i can see no way
I'm always dragging that horse around

And our love is pastured such a mournful sound
Tonight i'm gonna bury that horse in the ground
So i like to keep my issues strong
But it's always darkest before the dawn

Shake it out, shake it out, shake it out, shake it out, ooh woaaah
Shake it out, shake it out, shake it out, shake it out, ooh woaaaah

And it's hard to dance with a devil on your back
So shake him off, oh woah

I am done with my graceless heart
So tonight i'm gonna cut it out and then restart
Cause i like to keep my issues strong
It's always darkest before the dawn

Shake it out, shake it out, shake it out, shake it out, ooh woaaah
Shake it out, shake it out, shake it out, shake it out, ooh woaaah

And it's hard to dance with a devil on your back
So shake him off, oh woah

And given half the chance would i take any of it back
It's a final mess but it's left me so empty
It's always darkest before the dawn

Oh woah, oh woah...

And i'm damned if i do and i'm damned if i don't
So here's to drinks in the dark at the end of my road
And i'm ready to suffer and i'm ready to hope
It's a shot in the dark and right at my throat
Cause looking for heaven, for the devil in me
Looking for heaven, for the devil in me
Well what the hell i'm gonna let it happen to me

Shake it out, shake it out, shake it out, shake it out, ooh woaaah
Shake it out, shake it out, shake it out, shake it out, ooh woaaah

And it's hard to dance with a devil on your back
So shake him off, oh woah

Shake it out, shake it out, shake it out, shake it out, ooh woaaah
Shake it out, shake it out, shake it out, shake it out, ooh woaaah

And it's hard to dance with a devil on your back
So shake him off, oh woah
 
Tradução:

Lamentações unem como velhos amigos
Aqui, a reviver seus momentos mais escuros
Eu não vejo nenhuma direção, eu não vejo nenhuma direção
E todos os vampiros saem para brincar

E todos os demônios querem o seu pedaço da carne
Mas eu gosto de manter algumas coisas pra mim mesma
Eu gosto de manter meus problemas fortes
Sempre é mais escuro antes do amanhecer

E eu fui uma tola, e eu estive cega
Nunca consigo deixar o passado pra trás
Eu não vejo nenhuma direção, eu não vejo nenhuma direção
Estou sempre arrastando esse cavalo por aqui

E nosso amor pastava um som tão triste
Essa noite eu vou enterrar esse cavalo
Então eu gosto de manter meus problemas fortes
Mas sempre é mais escuro antes do amanhecer

Sacuda-o, sacuda-o, sacuda-o, sacuda-o! oh whooaa!
Sacuda-o, sacuda-o, sacuda-o, sacuda-o! oh whooa!

E é difícil dançar com o diabo nas costas
Então espante-o! oh whoa!

Estou de saco cheio do meu coração sem-graça
Então esta noite eu vou deixá-lo e recomeçar
Porque eu gosto de manter meus problemas fortes
Sempre é mais escuro antes do amanhecer

Sacuda-o, sacuda-o, sacuda-o, sacuda-o! oh whooaa!
Sacuda-o, sacuda-o, sacuda-o, sacuda-o! oh whooa!

E é difícil dançar com o diabo nas costas
Então espante-o! oh whoa!

E dado metade das chances, eu pegaria algumas delas de volta
É uma bagunça final, mas me deixou tão vazia
É sempre mais escuro antes do amanhecer

Oh whoa, oh whoa

E estou ferrada se fizer, e estou ferrado se não fizer
Então essa é pelas bebidas no escuro, no fim do meu caminho
E eu estou pronta para sofrer e eu estou pronto para a esperança
É um tiro no escuro e bem na minha garganta
Porque espero pelo Céu, para o diabo em mim
Espero pelo Céu, para o diabo em mim
Bem, que se dane, vou deixar acontecer comigo

Sacuda-o, sacuda-o, sacuda-o, sacuda-o! oh whooaa!
Sacuda-o, sacuda-o, sacuda-o, sacuda-o! oh whooa!

E é difícil dançar com o diabo nas costas
Então espante-o! oh whoa!

Agitá-lo para fora, agitá-lo para fora, agitá-lo para fora, agitá-lo para fora, ooh woaaah
Agitá-lo para fora, agitá-lo para fora, agitá-lo para fora, agitá-lo para fora, ooh woaaah

E é difícil para dançar com o diabo nas costas
Então, sacudi-lo fora, oh woah

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Falando analogicamente.

Analogicamente eu vou pegar aquela roupa hoje, vesti-lá, arrumar-me e sair sem nenhuma vontade para aquele lugar idiota, onde todos são tão diferentes mas tão iguais. Analogicamente vamos nós ver, você se sentará ao meu lado, conversaremos coisas que não são importantes, e quando o assunto morrer, ficaremos olhando um para a cara do outro, sorrindo de vez em quando, e outras não. Vou perguntar como vai sua irmã? Vou sim! Eu sempre pergunto, não é? Não tenho o quê dizer, é sempre uma incógnita falar com você, querido. Não, a ironia não me deixou. Tornou-se pior, falando analogicamente. Talvez, quem sabe talvez, você goste um pouco mais de mim, quando souber que você gosta um pouco mais dela como amante. Isso tudo, falando analogicamente... Se quiser.

Faça isso, por favor.

Não se aproxime assim, dez passos para trás, por favor. Assim, desse jeito. Não faça esse longo caminho para depois regressar correndo, assim não há por que fazê-lo. Não, não venha correndo, venha devagar, pensando enquando percorres o seu e o meu caminho da tortura. Pensou? E o que me diz? Está bom assim? Devo melhorar um pensamento de um nelfo? Não, acho que não. Está bom assim.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Pra você.

Deitada nessa cama, no leito doce e frio da madrugada, seus pensamentos voam inertes, em direção do nunca, em direção do nada. No mesmo instante, em que sua alma se esvai, de seus olhos vazios uma gota de sangue cai e se congela no tempo, na vastidão dos seus presságios. Sente a brisa leve da morte se envolver em seus braços e se entrego completa à Dama de Negro desconhecida e em tal momento ela se pergunta: o que mais provei. Dessa vida? Talvez mágoas, desilusão, rancor e solidão. Esses foram os diretores que redigiram um fim em minha vida de antemão. Agora do alto desse penhasco sombroso eu desato as feridas que se manteram presa a esse catre e mergulho no firmamento, na imensidão do espaço onde a energia daqueles que morreram, rodopiam feito pássaros. Ela se sente leve, suave, pávida e colosso e ainda, vão ter quem especule: Esta sucumbiu ao féu vil e torpe de depressão, tédio, hipocrisia e desgosto. Mas podem maldizer, as trevas são o refúgio da alma.

Tudo ao avesso, é ela.

Provavelmente você me achará difícil de entender. E bem, eu sou. Mas se existisse um manual básico de sobrevivência à mim, na primeira página estaria escrito: tudo dela é ao contrário. Se te quer por perto, te afasta. Mas é só pra saber se você também a quer do lado. Se te ama, vai te xingar, te bater e dizer que te odeia. Mas isso é como um “eu te amo” pra ela. Se fica triste com você, se cala e não fala nada. Mas no fundo, quer que você perceba. E quando ela está magoada, te trata mal. Mas é só pra não desabar e demonstrar que está doendo. Às vezes, quando ela diz “não”, ela quer dizer “sim”. Se ela fala que vai embora, é para ouvir você pedir pra ficar. Se ela te ataca, é pra se defender. É bem simples, e ao mesmo tempo complicado: ela só dá dicas. Ela nunca vai dizer o que quer, o que tem ou o que deixou ela assim. Mas, insista um pouquinho e pergunte de novo, só um pouquinho. Ela é assim, toda no avesso, até as ações dela querem dizer o contrário do que demonstra.

Não realidade.

Estava fria e deserta aquela noite… Não havia vida em mim, não havia esperanças e nem alegria. A chuva começou a cair e meus passos ficaram mais lentos do que já estavam, as lágrimas se misturaram com a chuva que escorria pelo meu rosto, se não fosse por meus olhos borrados pela maquiagem, minhas lágrimas passariam despercebidas pelas gotas da chuva. A cada gota que molhava meus curtos cabelos era uma dor diferente, a cada possa de água uma ilusão era deixada. E em meio ao temporal eu pedia baixinho para que minha alma fosse lavada com aquela chuva. A dor estava me tomando por inteira, cada parte de meu corpo sentia o que a tanto tempo eu levava em meu coração. Eu já não pensava mais, eu já não tinha controle de meus atos. Ali estava eu, no meio de uma longa rua, pedindo para que tudo tivesse um fim. E então algo dentro mim tomou força, a dores de meu corpo, de minha alma, do meu coração estavam indo embora, havia chegado o fim de todo o mal que me fizeram passar. Havia chegado o fim de minhas dores, de meus pesadelos, de meus sofrimentos, de minhas lembranças… Havia chegado finalmente o fim de tudo. E ali deitada em meio a rua, a chuva lavou completamente minha alma. Meus olhos perderam as forças e foram finalmente se fechando, meu corpo foi ficando fraco e o fim finalmente havia chegado.

Queria assim...

Irritada, com sono, olheiras, fome, sede, vontade de me perder em olhos negros e dizer que tudo isso não passou de um simples engano. Vontade de esclarecer as coisas que ficaram indefinidas. Vontade de ser outra pessoa, quem sabe. Mas não peço nada além de um ombro amigo, algum doce em forma de confetes e alguém que possa me entender do jeito que eu sou - seja lá como ou quem eu seja. Com todo o meu drama e bagagem de coisas clichês, porque não aguento mais lutar contra o fato de ser tudo isso. Cansei de fugir das pessoas. Cansei de fingir que não gosto, não quero e não sinto pra mim mesma, e de sempre demonstrar o oposto pra qualquer um. Agora quero ser fria, quero ser fria a ponto de queimar. Mas não quero ser ninguém importante, ninguém considerável, ninguém bonito. Nada além de mim mesma.

Tudo bem, eu peço desculpas.

Tudo bem, eu peço desculpas. Eu não deveria estar pensando em você, nela, juntos. Você não entende? Você não entende. Vocês devem ficar juntos, mas você diz não. Ela não sabe, não é? Eu quero você feliz, mesmo que isso esteja me matando. Ela sabe que isso é bom, você sabe. O meu eu se foi, agora ficou a capa. Pode soltar, eu não me importo, eu esqueci completamente de vencer. Isso é bom, não é? Mostra que eu aceitei o seu não amor por mim, mostra que nosso amor de muito tempo teve um final feliz, pelo ao menos para você. Eu me conformo, eu me sinto bem com a situação, juro. Isso tudo é bom, eu estou bem, meus olhos pesam, soltam essa água salgada, um tanto quanto muita, mas está tudo bem. E se não estiver, não se incomode, eu finjo bem.

Pode ser.

Mas eu não aguento mais nada. Mais nada que me parta, que me corroa aqui dentro. Que me faça engasgar as lágrimas e dar algumas risadas. Eu não aguento (…) Não aguento mas ficar aqui fazendo essa personagem, feliz, tão boa. De ficar atuando e atuando todos os dias, e essa peça nunca terminar. Então venha pra perto de mim, pra me arrancar sorrisos e pra me fazer soltar uma risada. Não venha pra ficar, pra marcar e pra ir. Não venha pra chegar, me fazer chorar e não me fazer depois sorrir. Não venha pra me machucar. Se for… Fique aí. Pois eu só ando assim, com um sorriso no rosto, engasgando as lágrimas. Mentindo por ai, e escondendo a dolorosa verdade. Só vivendo por fora, mas morrendo todos os dias por dentro.

De fato deveria ser, porque foi assim que foi.

“Mas te perdi naquela multidão de pessoas que desejavam amor.  E há eu de não estar surpresa. Já que preferiu outros amores, do que o meu.”

De fato.

Quando a nossa realidade nos decepciona tentamos evitar, esquecer, ignorar aquilo que de fato está acontecendo. Quando a nossa vida não corresponde aos nossos desejos incansáveis de dias melhores, fugimos do nosso mundo real para um melhor que só existe pra gente. Quando tudo, tudo em volta impede que alcancemos algo, pensamos, idealizamos, criamos aquilo que para nós, devia ser verdadeiro. Isso é sonho, é parar pra imaginar coisas novas, planos novos, ações e reações novas. Eu ainda acho importante sonhar, mesmo quando vejo que poucos foram os sonhos que se realizaram até hoje. Talvez eu só sonhe, porque acredite que enquanto houver alguém que pense como eu, haverá alguém que esteja disposto a lutar comigo.

P.S: Texto para Iolanda, Gabriela.

Vou pensar um pouco mais.

Parece que estou desistindo de viver. Sei lá, está tudo tão chato, tão desagradável. E também, não estou conseguindo me encaixar nesse mundo tão difícil de se conviver. Estou necessitando de uma adrenalina sabe, acho que vou me arriscar a ter algo melhor.

Nada por acaso?

Nada acontece por acaso. A lágrima tem que descer, o grito tem que ecoar pelos quatro cantos do quarto, o cansaço tem que bater. Mas acredita, segue em frente, aguarda pelo melhor.

E era assim que deveria ser.

Acidez, murmurou. Pequeno, rijido, frio, uma pedra de gelo ambulante, metódico, genérico; sai mais barato. Coração, fígado, pulmão, não era ácido de bebida ou cigarro, era de amor mesmo.,

Ainda não entendo.

Ele completaria minha cama, colchão, sofá, banheira, . Completaria minha boca, corpo, mãos… Não do mesmo jeito que você faria, mas conseguiria completar quase tudo. Só não seria capaz de preencher o espaço vazio que você deixou ao partir. E ah, não completaria meu coração também. Esse só pode ser dividido com você.

domingo, 4 de setembro de 2011

Essa não é mais uma carta de amor
São pensamentos soltos
Traduzidos em palavras
Pra que você possa entender
O que eu também não entendo
Amar não é ter que ter
Sempre certeza
É aceitar que ninguém
É perfeito pra ninguém
É poder ser você mesmo
E não precisar fingir
É tentar esquecer
E não conseguir fugir, fugir
Já pensei em te largar
Já olhei tantas vezes pro lado
Mas quando penso em alguém
É por você que fecho os olhos
Sei que nunca fui perfeito
Mas com você eu posso ser
Até eu mesmo
Que você vai entender
Posso brincar de descobrir
Desenho em nuvens
Posso contar meus pesadelos
E até minhas coisas fúteis
Posso tirar a tua roupa
Posso fazer o que eu quiser
Posso perder o juízo
Mas com você
Eu tô tranquilo, tranquilo
Agora o que vamos fazer
Eu também não sei
Afinal, será que amar
É mesmo tudo?
Se isso não é amor
O que mais pode ser?
Tô aprendendo também
Já pensei em te largar
Já olhei tantas vezes pro lado
Mas quando penso em alguém
É por você que fecho os olhos
Sei que nunca fui perfeito
Mas com você eu posso ser
Até eu mesmo
Que você vai entender
Posso brincar de descobrir
Desenho em nuvens
Posso contar meus pesadelos
E até minhas coisas fúteis
Posso tirar a tua roupa
Posso fazer o que eu quiser
Posso perder o juízo
Mas com você
Eu tô tranquilo, tranquilo
Agora o que vamos fazer?
Eu também não sei!
Afinal, será que amar
É mesmo tudo?
Se isso não é amor
O que mais pode ser?
Estou aprendendo também

Tombos, soluços e vômito.

Não, o amor não é tudo.

Um acordo completo. Sexo, cigarros e bebida, e uma pequena dose de palavras. Não é o bastante? Oh, sim, claro é o bastante para mim. Você nunca satisfeito com nada. Não, você diz não amar, mas não ama mesmo? Querido, engane a sí mesmo mas não a mim, te conheço bem demais para isso. Você finge dizer a verdade e eu finjo acreditar, certo? É, seremos assim daqui pra frente. Quando os olhos piscarem, serei só eu e só você, como sempre deveria ter sido. Quando os olhos piscarem, querido. Ela não acredita... Mas, seremos.
Agora sabe, o amor não é tudo. Mesmo tendo sentindo só para mim, sei que vai entender... Não, não é tudo. Mas, por fim, somos felizes.
“A casa não era tão quieta. Entre as paredes, os móveis, a nossa ternura ecoava. A nossa desordem estava sempre visível. O nosso gosto marcante no ar. Este colchão não foi feito para a minha solidão. O colchão foi feito para suportar o nosso peso, as nossas dores, a nossa paixão. E mesmo que pareça pequeno, foi feito para acomodar dois, dois pedaços tortos de um inteiro com simetria perfeita. Então garoto, vem acabar com o sossego do deste colchão. Devolve teu suor, teu cheiro e as marcas do teu corpo aos meus lençóis. Porque o meu colchão chora todas as noites pedindo pelo nosso calor, o nosso amor.”
“A casa não era tão quieta. Entre as paredes, os móveis, a nossa ternura ecoava. A nossa desordem estava sempre visível. O nosso gosto marcante no ar. Este colchão não foi feito para a minha solidão. O colchão foi feito para suportar o nosso peso, as nossas dores, a nossa paixão. E mesmo que pareça pequeno, foi feito para acomodar dois, dois pedaços tortos de um inteiro com simetria perfeita. Então garoto, vem acabar com o sossego do deste colchão. Devolve teu suor, teu cheiro e as marcas do teu corpo aos meus lençóis. Porque o meu colchão chora todas as noites pedindo pelo nosso calor, o nosso amor.”

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Eu o vejo ir e vir e desejo que tudo aquilo fosse meu. Egoísmo. Mas, acredito que todo amor seja egoísta. Uns mais que outros.
Eu já chorei. Esse foi meu erro. Chorar o torna mais fraco, ou mais forte. A mim só fez mal, deixou-me mais vulnerável.
Fui passiva, lasciva, conectiva. Mas, não foi o bastante. Gostaria que ele tivesse pedido misericórdia. Eu teria dado a ele. Teria dado a ele tudo o quê ele quisesse. Risadas, mãos, tudo.
Eu gostaria que ele tivesse pedido misericórdia.
Gostaria também que ele tivesse nunca me conhecido, A parte ruim foi abandonar.
Abandonar tudo. E negligenciar a mim mesma por ele.




Insônia. Medo. Pesadelos.

Leio, me deito. Tento. O livro termina, o sono não chega, o medo domina.
As vozes retornam. Conversamos, ou melhor eles falam. Consolada. Sim, não estou sozinha.
O remédio não me serve mais de nada. E a banda não me faz dormir mais.
" Ela está sentadinha no limbo ", isso não me sai da cabeça, e contribui para passar o tempo.
Não durmo mais de forma alguma. Estava sendo tão bom, ótimo na verdade, enquanto eu ainda trocava as noites pelos dias; Agora, são só histórias ficcionárias, para matar o tempo e os pensamentos sobre tudo e nada, na verdade.
O medo toma conta de mim. " Covarde! ", eles gritam, mas o quê eu posso fazer? Obrigada por morrer.
Não posso fechar os olhos, não, não agora. Os pesadelos sempre vem quando estou dormindo.
Sonhos bons não. Somente pesadelos, algo de uma vida passada. A insônia das noites retrazadas.
Pensei nas várias maneiras de explicar meu horrível comportamento de hoje. Nada.
Me sinto tão culpada, e ao mesmo tempo, tão bem. Conversei com ela hoje. Ela está bem. Um pouco melhor.
Só preocupada. Mas, quem não estaria?! A mãe dela não está bem, péssima na verdade.



quarta-feira, 24 de agosto de 2011

" Sensível, profunda, frágil e intensa como só alguém que não se encaixa em nada. Por isso a Fiona Apple é minha artista favorita. " - PC Siqueira



Fiona Apple também é uma das minhas artistas favoritas.


http://www.youtube.com/watch?v=QnXjISlKLuE - Vídeo
" Você está
Em todo lugar que eu não vou
Em toda noite que não durmo
Em todo plano que não concluo
Com todo mundo que não conheço
Em toda ligação que não atendo
Em cada mensagem que não envio
Em cada cama que não me deito
Em cada sobremesa que não como
Em todo tempo que não faço
Em toda hora que não estou calmo
Em toda sala sem barulho
Em todo abraço que não recebo
Em toda vez que eu desisto
Em todas as roupas que eu compro
Em todas alternativas que não escrevo. "

 - PC Siqueira

" Tudo em mim passa pela sua aprovação imaginária. Até o que você desaprova. "

- PC Siqueira

sábado, 20 de agosto de 2011

Seremos eu e você...

E todas as palavras foram queimadas.
E todas as lembranças foram esquecidas.
As gramas não crescem mais.
Pássaros não cantam, e as borboletas morreram.
Querido, grite meu nome e tudo viverá novamente.
A água voltará a correr.
E nos seremos bons novamente.
O mundo não poderá girar.
E as pessoas não vão nos ferir, de modo algum.
Sim, de modo algum.
Sejamos sinceros, nos amamos.
Sim ou não? Só responda.
Não me olhe assim.
Ás lágrimas vão cair de qualquer forma...
Oh querido, só grite meu nome.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Anjo.


Estou escutando o que você diz, mas eu simplesmente não consigo emitir nenhum
som. Você diz que precisa de mim, então você vai e me corta e me
derruba. Mas espere, você diz que sente muito, não imaginava que eu me
viraria e diria, que é tarde demais para pedir desculpas, é tarde
demais. Eu me arriscaria de novo, cairia, levaria um tiro por você e
preciso de você como um coração precisa de uma batida, mas isso não é
novidade. Eu amei você como um fogo-vermelho, e agora está se tornando
azul, e você diz "Sinto muito", feito um anjo, o céu me fez pensar que era você.

O tempo.

                                    

 
Dono de todas as lembranças guardadas. Comanda os seres humanos como
marionetes de brinquedo, daquelas de madeira, que podem ser queimadas
quando já não mais funcionam como deveriam. Como detê-lo ? Não vejo a
resposta para isso. Talvez muitas pessoas tenham procurado as respostas
para essa e muitas outras perguntas. Eu estou agora, presa em mim mesma.
Tentando entender você que toma tanto de meu tempo, e acaba por me
fazer valer a pena. Eu estou certa de que a muito tempo eu o espero.
           
O tempo se encarregou de me encaminhar até você. Eu segui o caminho a
risca, e no final da estrada estava você, com seus cabelos ao vento
sorrindo como se visse a mais bela imagem já existente. Então, eu pulei
em teu colo e nós nos beijamos apaixonadamente, e todo o tempo teve fim.

Sorria. Apenas sorria para tudo. Até mesmo para o que te faz mal.

Eu so não gostaria de esconder minha verdadeira face de todos. Eu gostaria de poder mostrar, o que eu realmente sou, e ser amado por isso.

Qual seria a sua idade se você não soubesse quantos anos tem?

Mooie.

E eu estou desejando agora, que você não tenha partido. Que você ainda esteja aqui, do meu lado. Lembra de quando prometeu para mim, que sempre ficaria comigo, mesmo depois da morte? Pois é. Quero que cumpra essa sua promessa. Eu preciso de você, mais do que nunca… Se ao menos eu soubesse o porquê de você ter sido levado para longe de mim. Talvez eu não mereça você, e não mereça também ninguém a minha volta… Mas só por alguns instantes quero ser mais egoísta, e pedir que fique comigo. Sei que sem você eu não vou conseguir, Mooie.

Volta...

Sinto falta do tempo em que eu sorria como louca só de ouvir suas piadas estúpidas. Sinto falta de seu braço meio forte e gelado envolta de mim, e eu me afastando por saber o que aquilo significava para cada um de nós. Sinto falta de sua falta de vontade de cantar músicas tolas e antigas. Sinto falta dos seus ataques por ser doente. Sinto falta de cada coisa ruim, e mais ainda das coisas boas… E definitivamente estou sentindo falta de você. E por saber que sentir falta me machuca, e que o fato de me machucar irrita você, quero que volte, em forma humana, espírita, vulto, qualquer coisa, quero somente que volte, e diga que ficará comigo, para sempre…

Sem fim...

E eu vou me sentar naquele banco bobo, só que dessa vez sozinha. Vou olhar em volta, e me dar conta de quê os nossos nomes ainda estão gravados na árvore boba. Vou passar a mão pelo lugar em que você deveria estar sentado, e chorar de raiva por você nao esta comigo. E vou chorar mais ainda por ter percebido tarde demais, o amor que sentia por você. Vou pegar caneta e papel na bolsa, e escreverei uma carta tola, pedindo perdão e suplicando que fiques comigo, mesmo depois de todo o acontecido. Vou pedir também, que me explique as teorias de coffee break, que só você sabe criar. Vou pedir tanta coisa que perderei as contas. Vamos juntos, criar novamente, apólogos imbecis, que não tem pé e nem cabeça, mas que para nós faz o maior sentido. E por fim vou deitar minha cabeça no seu ombro, e soluçar cansada de tanto chorar. Vou fechar os olhos e cochilar em uma nuvem, e sei que quando acordar, você ainda estará comigo, protegendo-me dos monstros.

Solidão: Pra poucos algo assustador. Para muitos algo comum.

Eu sonhei… Sonhei que você poderia um dia chegar dizendo ’ me perdoe, querida ‘, mas só sonhei.

Só.

Quieta no quarto. Um quarto vazio. As vozes não me deixão. Algo nada normal. Nem mesmo os amuletos me ajudão…

Me esconder do mundo. Melhor opção agora.

A vida melhor.

Ando levando a vida mais desregrada. Fumando mais cigarros que meus pulmões conseguem aguentar. Bebendo sempre que possivel. Olho para o teto do quarto e imagino florestas inteiras envoltas em cascos de cavalos, surreal não? É o que penso também. Imagino que meu cigarro é alguém que amo e que só ele pode me ajudar. Dar conselhos, rir comigo, amar-me. Mas, depois que o cigarro acaba, o efeito da bebida passa… Eu volto a realidade e vejo que tudo não passou de um sonho bom e louco.

Bláh!

O tempo em que eu me importava se ele me amava, passou. Tudo que eu senti por ele um dia, está perdido em algum lugar que eu não posso entrar… O meu coração está perdido! O único homem que eu amo, está morto. E essa é a vida.
 Está boa da maneira que está.

Egoísta...

Vou pensar nele como algo que passou pela minha vida, deixou marcas boas e ruins, mais ruins do que boas, e foi embora. Levando meu coração, partido mas levando com ele.
 Tão egoísta é o amor que ele sentia por mim, não?

Longe.

Vou deixar o celular sobre a mesa e talvez um bilhete grudado com um imã na porta da geladeira, mas não direi pra onde vou. Fugirei de você, da ‘antiga eu’, do mundo, vou pra longe. Volto daqui alguns dias, semanas ou anos, não me espere mas deixe a porta dos fundos aberta, por precaução. Vou me cuidar, eu prometo. Fique bem, porque mesmo distante continuarei te amando.

O bastante...

Basta sorrir, como se nada tivesse acontecido.
Falar, como se tudo estivesse perfeito.
Agir,como se tudo fosse um sonho.
Fingir, que nada disso está me machucando.


Tudo denovo.

Por que hoje estou ótima. Melhor impossível.
A hora não passa, e isso é bom pois o cigarro dura mais e a bebida dura menos.
Logo vai chegar a hora de ir para casa e eu ainda não sei como chegar. As ruas parecem as mesmas e as mesmas histórias são diferentes. Vou cometer algum vexame no caminho, alguns irão rir outros irão ficar de cara fechada, e quem se importa? A vida é minha, cacete! Uma boa pessoa vai me ajudar quando eu cair, algo normal. Sorriremos uma para a outra e eu agradecerei dando-lhe um beijo no rosto, outra coisa normal. Ela vai ficar meio boba e eu vou sair andando como se nada fosse diferente. Chegar em casa eu consiguirei e vou ligar o chuveiro para tomar mais um banho, antes de sair denovo.

Elas.

As fotos na bancada não me dizem mais nada. Não como antes. Eu queria continuar a tentar, mas não consigo mais. As coisas se revelam insustentavéis. Eu gostaria de poder dizer que gosto quando você entra em casa e grita meu nome, não. Eu quero correr. Sofridão. Sofrer é tão normal, não é? Você sabe bem o quê quero dizer, meu querido... Você sabe bem! Então, onde chegamos com tudo isso? Você " sozinho " e eu também. Parcialmente, por favor. As coisas não são como antes, nunca foram e não serão. Elas entrarão em nossas vidas tornando-as melhores ou piores, quem sabe dizer.

Só mais um gole.

Espere. Só mais uma dose, hmm, bom. Isso é muito bom.
Último gole, prometo. Verdadeiramente o último gole. Sai do bar pisando firmemente embromando as pernas. A rua está vazia e o frio é cortante. Se embola na jacketa de couro, sabendo que não dá em nada, e anda, fazendo com que os pés em contato com o atrito faça barulhos carentes. Sobe no meio fio e começa a andar como nos tempos de criança. E se lembra dos tempos de criança. Caminha até um banco e se senta. Deita. Adormece ao som da própria voz.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Nunca - A Banda Mais Bonita da Cidade

Nunca diga não pra mim
eu não vou poder trabalhar, conversar, descansar sem o teu sim
seja sempre assim
por favor me dê um sinal
um cartão postal, um aval dizendo assim
'não, não é o fim, dure o tempo que você gostar de mim
entre o não e o sim, só me deixe quando o lado bom for menor do que o ruim'
Nunca se esconda assim
eu não vou saber te falar, te explicar que eu também me assusto muito
você nunca vê que eu sou só um menino destes tais
que pensam demais
logo mais, vou correr atrás de ti.
'não, não é o fim, dure o tempo que você gostar de mim
entre o não e o sim, só me deixe quando o lado bom for menor do que o ruim'


Eu!


Não há muito oque dizer. Nunca me importei muito com o " quem sou eu ", mas sim, com quem eu quero ser. Eu quero ser menos tímida, menos chata, menos hipócrita... Quero ser amiga de muitos, inimiga de poucos. Fazer oque me der na telha sem que eu me sinta mal por isso. Amar livremente sem que fique com vergonha de quem estou amando, afinal eu quero ser eu, não os outros.

" É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo. "
         - Clarice Lispector

Eu corro...


Eu corro para você sempre que meu mundo está desabando.
Eu corro para você sempre que preciso de um conselho.
Eu corro para você sempre que sinto sua falta.
Eu corro para você sempre que meus nervos estão a flôr da pele.
Eu corro para você sempre que precisamos falar sobre nós.
Eu corro para você sempre que não há necessidade, porque
mesmo que não haja a necessidade eu quero correr para você,
pelo simples gosto de vê-la me esperando ansiosa...