quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Não realidade.

Estava fria e deserta aquela noite… Não havia vida em mim, não havia esperanças e nem alegria. A chuva começou a cair e meus passos ficaram mais lentos do que já estavam, as lágrimas se misturaram com a chuva que escorria pelo meu rosto, se não fosse por meus olhos borrados pela maquiagem, minhas lágrimas passariam despercebidas pelas gotas da chuva. A cada gota que molhava meus curtos cabelos era uma dor diferente, a cada possa de água uma ilusão era deixada. E em meio ao temporal eu pedia baixinho para que minha alma fosse lavada com aquela chuva. A dor estava me tomando por inteira, cada parte de meu corpo sentia o que a tanto tempo eu levava em meu coração. Eu já não pensava mais, eu já não tinha controle de meus atos. Ali estava eu, no meio de uma longa rua, pedindo para que tudo tivesse um fim. E então algo dentro mim tomou força, a dores de meu corpo, de minha alma, do meu coração estavam indo embora, havia chegado o fim de todo o mal que me fizeram passar. Havia chegado o fim de minhas dores, de meus pesadelos, de meus sofrimentos, de minhas lembranças… Havia chegado finalmente o fim de tudo. E ali deitada em meio a rua, a chuva lavou completamente minha alma. Meus olhos perderam as forças e foram finalmente se fechando, meu corpo foi ficando fraco e o fim finalmente havia chegado.

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