quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Pra você.
Deitada nessa cama, no leito doce e frio da madrugada, seus pensamentos voam inertes, em direção do nunca, em direção do nada. No mesmo instante, em que sua alma se esvai, de seus olhos vazios uma gota de sangue cai e se congela no tempo, na vastidão dos seus presságios. Sente a brisa leve da morte se envolver em seus braços e se entrego completa à Dama de Negro desconhecida e em tal momento ela se pergunta: o que mais provei. Dessa vida? Talvez mágoas, desilusão, rancor e solidão. Esses foram os diretores que redigiram um fim em minha vida de antemão. Agora do alto desse penhasco sombroso eu desato as feridas que se manteram presa a esse catre e mergulho no firmamento, na imensidão do espaço onde a energia daqueles que morreram, rodopiam feito pássaros. Ela se sente leve, suave, pávida e colosso e ainda, vão ter quem especule: Esta sucumbiu ao féu vil e torpe de depressão, tédio, hipocrisia e desgosto. Mas podem maldizer, as trevas são o refúgio da alma.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário