É saudades daquelas que mata. Aperta. Desata.
Ofende o coração e não pede licença pra chegar. É daquelas que faz doer, mas uma dor boa, dor de amar.
É saudade que faz sorrir ao lembrar, e entristece de pensar que com o tempo, a saudade vai crescendo mais e mais, e com a pressa mas sem tempo, não dá pra matar.
O que eu sinto, é aquele tipo de saudade, que dá vontade de correr e trazer tudinho pra dentro. Que é pra levar a pessoa pra sempre dentro de si. Que é pra não ter mais pressa de esperar.
O que eu sinto, não é saudade, é angústia por saber, que no fim, eu ainda acho, que no começo, tudo era por ser. O que eu sinto, é saudade, do tempo que erámos eu e você. Sem essa Maria, essa Gabia, e esses, Viniucius, e esses outros aí que nem gosto de lembrar.
O que eu sinto, é medo. Ah, querido! É medo de que me esqueça, de que me deixe, de que... eu não seja mais a mesma pra você. E você pra mim. O que eu sinto é vazio. É querer chorar, mas sem ter lágrimas. É tudo tão farto demais!
E por tudo isso, e mais alguns "issos" que não deu pra descrever, o que eu sinto não tem nome. Ou melhor, tem: IGOR.
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
terça-feira, 18 de setembro de 2012
"Chega-se a um ponto antes desconhecido
Entende-se o real pelo que era ideal
Encontra-se o mal em seu ponto final
Preenche-se a um sonho doce abrigo
Lembra todo o passado perdido
Tem partido o forte cristal
Torna-se o olvido, a "pá-de-cal"
Mostra-se novo o amado pedido
Como é saber o q é preciso
Para alcançar um preciso objetivo
Vendo por onde começar
Encontrei desejo escondido
Que, por tempo, estivera esquecido
Mas existe, e já fui buscar"
- Dell França.
Entende-se o real pelo que era ideal
Encontra-se o mal em seu ponto final
Preenche-se a um sonho doce abrigo
Lembra todo o passado perdido
Tem partido o forte cristal
Torna-se o olvido, a "pá-de-cal"
Mostra-se novo o amado pedido
Como é saber o q é preciso
Para alcançar um preciso objetivo
Vendo por onde começar
Encontrei desejo escondido
Que, por tempo, estivera esquecido
Mas existe, e já fui buscar"
- Dell França.
sábado, 8 de setembro de 2012
"GO"
"Nego-me a aceitar o fim do homem. Eu acredito que o homem não apenas resistirá, como prevalecerá... Ele é imortal, não porque apenas dentres as criaturas seja dotado de uma voz inexaurível, mas por possuir uma alma, um espírito capaz de compaixão, de sacrifício, de suportar o sofrimento... A voz do poeta não deve servir apenas de testemunho do homem: ela deverá ser também uma das estacas, um dos pilares que o ajudarão a resistir e a vencer."
William Faulkner.
" Se você for tentar, tente de verdade. Caso contrário nem comece. Isso pode significar perder namoradas, esposas, parentes e empregos. E talvez a sua cabeça. Isso pode significar não comer nada por três ou quatro dias. Isso pode significar congelar num banco de praça. Isso pode significar gozação. Isso pode significar escárnio, isolamento. Isolamento é uma dádiva. Todo o resto é teste de sua resistência. De quanto você realmente quer fazer isso. E você vai fazer isso, enfrentando rejeições das piores espécies. E isso será melhor do que qualquer coisa que você já imaginou. Se você for tentar, tente de verdade. Não há outro sentimento melhor que isso. Você estará sozinho com os deuses. E as noites vão arder em chamas. Você levará sua vida direto para a risada perfeita. Esta é a única boa briga que existe."
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
03 de Setembro de 2012
Eu não pude estar aí como queríamos.
Me lembro ainda do 03 de setebro do ano passado, quando por pura sorte o show do O Teatro Mágico bateu juntinho com o teu dia. O dia em que você tornava-se um pouco mais velho.
Lembro-me tão bem quanto me lembro da noite de ontem. Quando não dormi.
Lembro da tua felicidade e euforia. E da minha. E da nossa.
E me lembro da ovelha.
Me lembro e por vezes relembro.
Ainda, um ano depois, não sei como você realmente se sentiu. Além da tonteira e felicidade excessiva e enjoativa causada pelo álcool.
Agora, como será o próximo 03 de setembro? Como será porque infelizmente eu não estou aí. Encontro-me sozinha.
E você? Ainda ri pra não chorar? Sinto-me doento só de pensar que eu não poderei estar aí pra te apertar pelo ano todo em um único dia. No seu dia. Que eu não poderei ver teus olhos brilhar quando receber um presente que goste. Que não poderei estar aí com você.
Só de pensar que nunca estive.
Talvez e só talvez eu consiga sorrir no seu dia. E consiga. Porque só de pensar que não estou aí com você me dói tanto.
Fico tentando colocar em palavras todos os meus sentimentos e as minhas desculpas também. Sei que você nunca poderá me esquecer, mas e se não nós encontrarmos mais? Eu poderei te esquecer? Eu já estou esquecendo.
Olho ao meu redor e tudo me parece tão inútil e sem sentido. E eu não pareço eu.
Desculpe! Era pra ser um texto sobre como eu amo você, mas acho que isso de escrever sempre implica algumas lamentações da minha parte.
Fico escutando a nossa música, aquela que diz: "É poder ser você mesmo e não precisar fingir. É tentar esquecer e não conseguir fugir..." Ela é exatamente o que passamos juntos três anos e meio.
Fomos amigos, e logo depois amantes. E quando rebobino a fita da nossa vida, sempre me volta você sentado de frente pra mim sendo acanhado e corajoso ao mesmo tempo. E todos os nossos "amigos" rindo e observando. E esperando.
E eu. Eu chocada mas ainda sim feliz, porque na verdade eu sempre tive alguns sentimentos por você. Sempre tive você por perto, mesmo qquando não estava realmente, e eu não me sinto firme quanto a isso agora.
Estando aqui, sem realmente saber se é certo, eu finjo a maioria do tempo, como você. E na parte que me sobra eu tento dormir o que infelizmente não consigo.
Lembra-se quando disse: "Ainda não caiu a ficha de que você vai embora." Aquilo me apertou o coração. Tanto que eu o engoli tentando não sofrer. Tentando.
Na ausência de palavras, das certas, eu só choro. E ás vezes choro mais por pensar que posso não conseguir e vou enfim desisitir.
Pode parecer inacetável para alguns o fator de não ter havido despedidas, mas como só eu sei, não seriam despedidas se eu não tivesse conseguido ir embora. Não teria tido a coragem de largar meu coração no fundo de mim. Porque na verdade quem sempre segurou meu coração foi você. Você sempre o segurou dentro de mim. Ele é seu.
Mesmo que eu esteja com outro, fique com a certeza de que eu nunca vou tomá-lo de volta. E sinto que ninguém poderá cuidar dele como você.
Ninguém poderá nunca ter-me como você teve.
E quando o vento sopra aqui eu sinto o frio que me faz querer voltar. Porque é aí que eu sempre estive.
Escrevo e escrevo e não sei se realmente é tudo o que eu queria dizer. Mas estou tentando.
Tento me desculpar e apagar da minha memória a última vez que te vi. A última vez que pude implicar com você.
Tento me desculpas pelas vezes em que não estive com você. Realmente. Tento e não consigo.
"Te peço, me perdoa, me desculpa que eu não fui tua namorada, pois fiquei atordoada de amor..." Sempre estive entorpecida de muito você.
Concluo esta história de amor, definitivamente, e sigo agora os comandos do corpo. E pra finalmente não me chatear, me perdoa sincera e plenamente (porque eu já te perdoei) caso eu desista. Porque como você sabe, eu não sou tão forte e não sou ela. Nem você. Infelizmente.
Por fim, seja feliz. Por mim e por você. Espero que tenha mais sorte que eu, em tudo. Sei que você consegue, sempre acretitei em você.
Com todo o meu amor pra você,
Feliz um ano mais velho.
Me lembro ainda do 03 de setebro do ano passado, quando por pura sorte o show do O Teatro Mágico bateu juntinho com o teu dia. O dia em que você tornava-se um pouco mais velho.
Lembro-me tão bem quanto me lembro da noite de ontem. Quando não dormi.
Lembro da tua felicidade e euforia. E da minha. E da nossa.
E me lembro da ovelha.
Me lembro e por vezes relembro.
Ainda, um ano depois, não sei como você realmente se sentiu. Além da tonteira e felicidade excessiva e enjoativa causada pelo álcool.
Agora, como será o próximo 03 de setembro? Como será porque infelizmente eu não estou aí. Encontro-me sozinha.
E você? Ainda ri pra não chorar? Sinto-me doento só de pensar que eu não poderei estar aí pra te apertar pelo ano todo em um único dia. No seu dia. Que eu não poderei ver teus olhos brilhar quando receber um presente que goste. Que não poderei estar aí com você.
Só de pensar que nunca estive.
Talvez e só talvez eu consiga sorrir no seu dia. E consiga. Porque só de pensar que não estou aí com você me dói tanto.
Fico tentando colocar em palavras todos os meus sentimentos e as minhas desculpas também. Sei que você nunca poderá me esquecer, mas e se não nós encontrarmos mais? Eu poderei te esquecer? Eu já estou esquecendo.
Olho ao meu redor e tudo me parece tão inútil e sem sentido. E eu não pareço eu.
Desculpe! Era pra ser um texto sobre como eu amo você, mas acho que isso de escrever sempre implica algumas lamentações da minha parte.
Fico escutando a nossa música, aquela que diz: "É poder ser você mesmo e não precisar fingir. É tentar esquecer e não conseguir fugir..." Ela é exatamente o que passamos juntos três anos e meio.
Fomos amigos, e logo depois amantes. E quando rebobino a fita da nossa vida, sempre me volta você sentado de frente pra mim sendo acanhado e corajoso ao mesmo tempo. E todos os nossos "amigos" rindo e observando. E esperando.
E eu. Eu chocada mas ainda sim feliz, porque na verdade eu sempre tive alguns sentimentos por você. Sempre tive você por perto, mesmo qquando não estava realmente, e eu não me sinto firme quanto a isso agora.
Estando aqui, sem realmente saber se é certo, eu finjo a maioria do tempo, como você. E na parte que me sobra eu tento dormir o que infelizmente não consigo.
Lembra-se quando disse: "Ainda não caiu a ficha de que você vai embora." Aquilo me apertou o coração. Tanto que eu o engoli tentando não sofrer. Tentando.
Na ausência de palavras, das certas, eu só choro. E ás vezes choro mais por pensar que posso não conseguir e vou enfim desisitir.
Pode parecer inacetável para alguns o fator de não ter havido despedidas, mas como só eu sei, não seriam despedidas se eu não tivesse conseguido ir embora. Não teria tido a coragem de largar meu coração no fundo de mim. Porque na verdade quem sempre segurou meu coração foi você. Você sempre o segurou dentro de mim. Ele é seu.
Mesmo que eu esteja com outro, fique com a certeza de que eu nunca vou tomá-lo de volta. E sinto que ninguém poderá cuidar dele como você.
Ninguém poderá nunca ter-me como você teve.
E quando o vento sopra aqui eu sinto o frio que me faz querer voltar. Porque é aí que eu sempre estive.
Escrevo e escrevo e não sei se realmente é tudo o que eu queria dizer. Mas estou tentando.
Tento me desculpar e apagar da minha memória a última vez que te vi. A última vez que pude implicar com você.
Tento me desculpas pelas vezes em que não estive com você. Realmente. Tento e não consigo.
"Te peço, me perdoa, me desculpa que eu não fui tua namorada, pois fiquei atordoada de amor..." Sempre estive entorpecida de muito você.
Concluo esta história de amor, definitivamente, e sigo agora os comandos do corpo. E pra finalmente não me chatear, me perdoa sincera e plenamente (porque eu já te perdoei) caso eu desista. Porque como você sabe, eu não sou tão forte e não sou ela. Nem você. Infelizmente.
Por fim, seja feliz. Por mim e por você. Espero que tenha mais sorte que eu, em tudo. Sei que você consegue, sempre acretitei em você.
Com todo o meu amor pra você,
Feliz um ano mais velho.
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
Numa noite fria:
- Está tudo bem?
- Por que não deveria estar tudo bem?
- Não sei. Mas, você está bem?
- Estou. Mais ou menos.
- Mais ou menos?
- É. Talvez finalmente eu esteja bem. E talvez, só talvez, eu finalmente tenha percebido que eu nunca, nunca serei feliz. Mas, estando "tudo bem" já me sinto melhor.
- Está tudo bem?
- Por que não deveria estar tudo bem?
- Não sei. Mas, você está bem?
- Estou. Mais ou menos.
- Mais ou menos?
- É. Talvez finalmente eu esteja bem. E talvez, só talvez, eu finalmente tenha percebido que eu nunca, nunca serei feliz. Mas, estando "tudo bem" já me sinto melhor.
segunda-feira, 25 de junho de 2012
Meu querido Howard..
E eu te amo.
É difícil dizer isso depois de tanto tempo passado, mas é a verdade. Te amo!
É uma coisa tão forte e significativa que ás vezes, quando naquela tarde que você não entra, dói tanto. É um aperto no coração e um nó no estômago que se forma e transforma. E enforma. E se engloba e vaza pelos meus poros secos de tanto doar.
Venho sempre aqui e vejo esses montes de recados e depoimentos, e espero que o meu permaneça por um tempo que seja, e que signifique pra você pelo ao menos um terço do que és pra mim.
A coisa mais importante. A melhor coisa que me aconteceu. O melhor amigo que já tive em séculos! Você.
Eu fico querendo sempre te dizer o quanto certas coisas me incomodam porque é assim que eu demonstro o meu amor por ti e toda a minha preocupação. E tudo.
A dor ás vezes de vê-lo sofrer me faz quase tão mal quanto faz a ti, e é nesses momentos que eu queria te ter mais por perto pra poder te acarinhas, aninhas. Segurar-te junto a mim e fazer o mundo parar pra nós dois. Para que possamos fazer dele, juntos, um lugar pra entender.
Adoro quando você diz coisas bobas, e me conta, com certa facilidade amável que seu dia foi normal. Que você dormiu! E eu penso que queria te ver dormindo. Suas pernas jogadas. Você todo jogado e eu jogada sobre minha mãos observando-te dormir.
Observando cada respiração tua e absorvendo cada sopro de vida que dispensa ao mundo. Ao quarto. Fechado e abafado pelo som da sua respiração;
Eu queria ser um milhão de vaga-lumes pra poder iluminar sua noite. Um milhão. E eu não acredito no meus olhos. Eu não acredito que você seja assim tão real. Eu gosto de pensar que você é sonho duradouro. Que você felizmente nunca vai embora.
Por fim, deixo-te com a certeza de que meu amor não poderia ser mais verdadeira, e de que no fim de tudo, seja bom ou ruim, eu estarei contigo. E quero também que me perdoe pelos erros cometidos. Erros bobos. E que acredito sinceramente e com mais força do que eu: nunca lhe abandonarei e lhe amo mais do que meu pobre coração aguenta.
Um miserável amando a outro.
É difícil dizer isso depois de tanto tempo passado, mas é a verdade. Te amo!
É uma coisa tão forte e significativa que ás vezes, quando naquela tarde que você não entra, dói tanto. É um aperto no coração e um nó no estômago que se forma e transforma. E enforma. E se engloba e vaza pelos meus poros secos de tanto doar.
Venho sempre aqui e vejo esses montes de recados e depoimentos, e espero que o meu permaneça por um tempo que seja, e que signifique pra você pelo ao menos um terço do que és pra mim.
A coisa mais importante. A melhor coisa que me aconteceu. O melhor amigo que já tive em séculos! Você.
Eu fico querendo sempre te dizer o quanto certas coisas me incomodam porque é assim que eu demonstro o meu amor por ti e toda a minha preocupação. E tudo.
A dor ás vezes de vê-lo sofrer me faz quase tão mal quanto faz a ti, e é nesses momentos que eu queria te ter mais por perto pra poder te acarinhas, aninhas. Segurar-te junto a mim e fazer o mundo parar pra nós dois. Para que possamos fazer dele, juntos, um lugar pra entender.
Adoro quando você diz coisas bobas, e me conta, com certa facilidade amável que seu dia foi normal. Que você dormiu! E eu penso que queria te ver dormindo. Suas pernas jogadas. Você todo jogado e eu jogada sobre minha mãos observando-te dormir.
Observando cada respiração tua e absorvendo cada sopro de vida que dispensa ao mundo. Ao quarto. Fechado e abafado pelo som da sua respiração;
Eu queria ser um milhão de vaga-lumes pra poder iluminar sua noite. Um milhão. E eu não acredito no meus olhos. Eu não acredito que você seja assim tão real. Eu gosto de pensar que você é sonho duradouro. Que você felizmente nunca vai embora.
Por fim, deixo-te com a certeza de que meu amor não poderia ser mais verdadeira, e de que no fim de tudo, seja bom ou ruim, eu estarei contigo. E quero também que me perdoe pelos erros cometidos. Erros bobos. E que acredito sinceramente e com mais força do que eu: nunca lhe abandonarei e lhe amo mais do que meu pobre coração aguenta.
Um miserável amando a outro.
quinta-feira, 21 de junho de 2012
Salva-me de minha realidade.
Um par de joelhos.
Um par de joelhos e um par de olhos sedentos por viver.
Viver cada traço de cada coisa. De cada inrealidade que possa obter.
Só viver.
Um par de mãos que não consegue mais não agarrar uma garrafa, ou um cigarro oferecido. É necessário pra se salvar. Pra poder viajar e olhar muito além do que é visto pelo par de olhos.
Quando aperta os olhos, eu posso ver muito além de tudo isso que penso ver. Eu posso ver muito além do corpo mole e suado de muitas pessoas. Da curvatura empinada e destroçada pelo peso da vida. Posso ver, a mim mesma, curvada e triste. A melodramaticamente mórbida.
E posso ver a ti. O menino que na infância que conheci pouco, era brincalhão. Solto. Retraído. E que guardava o maior segredo do mundo. O único menino que lia muito e era o inteligente. E que tem amigos, afinal. E posso ver agora, quando aperto os olhos, o menino mais retraído ainda. Que edita as coisas. Mas que, em espaços de tempo, e se pedido, diz o que pensa. Mas edita as coisas. Mas esconde as coisas;
E eu ando pelas ruas da cidade, mas não tenho um porquê. Eu só queria me sentir em casa.
Mas quando estou com você. É totalmente diferente. Seja onde for, eu me sinto em casa. Porque você é minha casa. Você é o meu melhor. És tudo o que eu queria ser. Garotos insanos, gritam.
E o fim dos tempos pra mim está chegando. Sinto isso. E eu vou renascer da morte. Seremos como fênix.
E nada é fácil, querido. Nada. Não me faça rir nem chorar. Me sinto tão cansada! Com o tempo, achei que tinha aprendido a olhar mais longe. Mas não, continuas olhando tão perto quando teu olho permite. São tantos autos e baixos, que já me sinto uma velha de cem anos. Cansada e decrépita. Com a alma mais suja e vazia de tudo. Somos dois?
E eu sinto uma tristeza de verão que vem consumindo todo o meu ser. Tudo o que eu deveria ser. Bate as notas da música, e eu só consigo pensar que eu deveria estar morta. Que eu quero remédios. Quero a noite pra que possamos não ver a claridade do céu e o sol. O maldito sol que queima todos os dias, mesmo que pouco. Que queima e deixa suar.
E beije-me enquanto ainda estivermos bons. E não me deixe lamentar no fim da bebedeira. Não me deixe cair. Não deixe que a nostalgia e a doença se arraste até mim. O telefone toca e eu não consigo levantar a mão pra pegá-lo. Sinto-me uma velha. Tristeza de verão. Inverno turbulento.
E você é o melhor.
Eu vou me vestir com a luz da lua hoje. Uma luz pálida e feia. Eu me sinto vivendo.
Querido, eu consigo sentir. Consigo sentir você em todo lugar.
Beije-me antes que a tristeza de verão acabe.
Finjo que finjo fingidamente que amo. Amo a tudo e a todos. E por vezes, sorrio falsamente pra esconder o tédio e a total falta de interesse. Rio e escondo a mim mesma. Por medo. Por vergonha. Consegue sentir a emoção das coisas?
E tem tantas coisas que nunca te contei. E tantas mentiras que contei pra esconder verdades horríveis.
E dentre todas elas, as mentiras, há uma afinal que nunca poderei revelar. Não uma mentira. Mas um segredo. Um segredo mentiroso. O único que magoaria você. A única coisa que você nunca conseguirá arrancar de mim, pois o tenho guardado no lado mais obscuro e desprovido de emoção que conheço em mim.
Um par de joelhos e um par de olhos sedentos por viver.
Viver cada traço de cada coisa. De cada inrealidade que possa obter.
Só viver.
Um par de mãos que não consegue mais não agarrar uma garrafa, ou um cigarro oferecido. É necessário pra se salvar. Pra poder viajar e olhar muito além do que é visto pelo par de olhos.
Quando aperta os olhos, eu posso ver muito além de tudo isso que penso ver. Eu posso ver muito além do corpo mole e suado de muitas pessoas. Da curvatura empinada e destroçada pelo peso da vida. Posso ver, a mim mesma, curvada e triste. A melodramaticamente mórbida.
E posso ver a ti. O menino que na infância que conheci pouco, era brincalhão. Solto. Retraído. E que guardava o maior segredo do mundo. O único menino que lia muito e era o inteligente. E que tem amigos, afinal. E posso ver agora, quando aperto os olhos, o menino mais retraído ainda. Que edita as coisas. Mas que, em espaços de tempo, e se pedido, diz o que pensa. Mas edita as coisas. Mas esconde as coisas;
E eu ando pelas ruas da cidade, mas não tenho um porquê. Eu só queria me sentir em casa.
Mas quando estou com você. É totalmente diferente. Seja onde for, eu me sinto em casa. Porque você é minha casa. Você é o meu melhor. És tudo o que eu queria ser. Garotos insanos, gritam.
E o fim dos tempos pra mim está chegando. Sinto isso. E eu vou renascer da morte. Seremos como fênix.
E nada é fácil, querido. Nada. Não me faça rir nem chorar. Me sinto tão cansada! Com o tempo, achei que tinha aprendido a olhar mais longe. Mas não, continuas olhando tão perto quando teu olho permite. São tantos autos e baixos, que já me sinto uma velha de cem anos. Cansada e decrépita. Com a alma mais suja e vazia de tudo. Somos dois?
E eu sinto uma tristeza de verão que vem consumindo todo o meu ser. Tudo o que eu deveria ser. Bate as notas da música, e eu só consigo pensar que eu deveria estar morta. Que eu quero remédios. Quero a noite pra que possamos não ver a claridade do céu e o sol. O maldito sol que queima todos os dias, mesmo que pouco. Que queima e deixa suar.
E beije-me enquanto ainda estivermos bons. E não me deixe lamentar no fim da bebedeira. Não me deixe cair. Não deixe que a nostalgia e a doença se arraste até mim. O telefone toca e eu não consigo levantar a mão pra pegá-lo. Sinto-me uma velha. Tristeza de verão. Inverno turbulento.
E você é o melhor.
Eu vou me vestir com a luz da lua hoje. Uma luz pálida e feia. Eu me sinto vivendo.
Querido, eu consigo sentir. Consigo sentir você em todo lugar.
Beije-me antes que a tristeza de verão acabe.
Finjo que finjo fingidamente que amo. Amo a tudo e a todos. E por vezes, sorrio falsamente pra esconder o tédio e a total falta de interesse. Rio e escondo a mim mesma. Por medo. Por vergonha. Consegue sentir a emoção das coisas?
E tem tantas coisas que nunca te contei. E tantas mentiras que contei pra esconder verdades horríveis.
E dentre todas elas, as mentiras, há uma afinal que nunca poderei revelar. Não uma mentira. Mas um segredo. Um segredo mentiroso. O único que magoaria você. A única coisa que você nunca conseguirá arrancar de mim, pois o tenho guardado no lado mais obscuro e desprovido de emoção que conheço em mim.
domingo, 17 de junho de 2012
Quando os olhos pousam a espera de outros olhos e o toque nos cabelos faz mal entendido, é momento de louvar a glória de ter sido um dia unicamente eu.
Com a sorte vasta que se aproxima, tem tempo de sobra pra chorar.
E se o calor combate o frio, aproxima-se mais do cobertor chamado ele, e finja não ligar.
No caso da rima não rimar e você se saturar, apague tudo e tente de novo.
O de novo não vai te matar.
Pausa.
Pausa pra respirar.
Era a dona respiração de novo saindo entrecortada e ranzinza.
Era já milagre ela sair.
Eu sair.
Com a sorte vasta que se aproxima, tem tempo de sobra pra chorar.
E se o calor combate o frio, aproxima-se mais do cobertor chamado ele, e finja não ligar.
No caso da rima não rimar e você se saturar, apague tudo e tente de novo.
O de novo não vai te matar.
Pausa.
Pausa pra respirar.
Era a dona respiração de novo saindo entrecortada e ranzinza.
Era já milagre ela sair.
Eu sair.
segunda-feira, 4 de junho de 2012
A imagem acima é uma cópia totalmente absurda de uma ave estranhamente linda que meu melhor amigo e o homem mais importante pra mim fez durante uma aula na escola. Não me lembro o dia, mas me lembro que quando bati o olho nela, sabia que deveria ser minha.
A Solitária:
Andava na calmaria da noite, e com sorte, piava.
O som fazia-nos arrepiar os cabelos dos braços e a espinha inclinada ficava toda dura ao som do pio da Solitária. Era o som da morte. Tristeza. Fome. Nostalgia. Corrosão.
Era o som da fome de viver.
Queria a Solitária viver plenamente um dia de sol e voar num dia de chuva.
Queria a Solitária não ser assim tão sozinha, e poder dizer pra todo mundo que ela é realmente feliz e que vive bem. Bem vive. Vive.
Era noite quando chegou a dona Morte e se arrastou lenta pra perto da Solitária. Alastrou o braço negro e fantasmagórico para a ave, e esperou que ela acordasse pra poder com o melhor dos sorrisos dizer um "Olá".
No fim da noite, ela disse um "Olá", abraçou e acarinhou a ave Solitária, mas quando o sol raiou e a dona Morte partiu pra mais um dia de luta, Solitária deitou a cabeça na relva e chorou como fazia toda manhã.
Quando o sol quente e brilhante soltou seu pequeno fecho de luz no rosto da ave, Solitária abriu os olhos e por alguns segundos cegou-se. E por ali ficou de olhos abertos enquanto a total cegueira pelo sol a deixava ver coisas totalmente novas. Um mundo interior. Era a música. O som. A luz. A escuridão. Era. Foi. Será.
Acredita-se que Solitária só foi realmente feliz quando o sol a cegou totalmente. Porque assim, ela pode ver coisas que a visão realmente não a deixava enxergar. Ela pode finalmente, ser feliz.
E a dona Morte? Essa voltava sempre á noite e partia pela manhã. Mas, como era pra ser, Solitária e dona Morte tiveram uma amizade longa e duradoura.
E com sorte, além disso.
sábado, 2 de junho de 2012
Homem solitário.
De pé na condução lotada, vinha uma homem. Um homem solitário.
Com as mãos brancas e de unhas feitas, segurava-se pra não cair ou tombar em alguém. Mas, mal sabia ele que já havia feito as duas coisas. Tombado em alguém, e caído. Caído tantas vezes quanto foram possíveis.
Era o começo da manhã ainda. Mais ou menos umas seis e meia, um pouco mais, um pouco menos. Mas, para o homem solitário, isso deveria não ter tanta importância, porque ele já havia esperando demais pela condução que sempre vinha lotada e abarrotada até as janelas de pessoas vazias e risonhas.
Os pontos foram passando, pessoas foram entrando e saindo. O motorista foi dirigindo. Risadas foram soltas. Trocadora. Troco. Guardar. Segurar. Dormir. Pensar.
Soltou a mão e esperou; esperou, esperou. E veio. Coçou o olho, e quando abriu o outro, viu que ela já havia entrado. A mulher.
Ela tinha feito alguma coisa no cabelo. Com azar, percebeu que ela havia passado maquiagem hoje. Um pouco demais pra alguém que iria apenas ao trabalho, não acha? Os olhos dela foram virando-se, e colaram-se nos olhos dele. Ele virou o rosto rapidinho e sentiu a garganta queimar, ou foi as faces? Sentia-se idiota e obsceno.
Os pontos foram passando, pessoas foram entrando e saindo. O motorista deu uma freada. Risadas foram se apagando. Trocadora. Troco. Esconder. Largar. Acordar. Sonhar.
Ele pensava que o bonito na manhã era a neblina fina e passante que se formava nas montanhas que ele via pela janela da condução lotada. Que o bonito pela manhã, era saber que poderia com sorte, pegar a condução lotada com a mulher. Mas, nem sempre ela entrava. Quem sabe seria o atraso, ou mesmo a falta de vontade de ir trabalhar. Ele, nesses dias que ela não pegava a condução, ficava reparando demais na neblina. Sentia-se firme. Não obsceno ou idiota. Mas firme. Firme porque sabia que ela não estaria dentro da condução lotada, e ele não teria que ir contra as próprias vontades pra olhá-la.
Passou. A neblina passou pela janela suja da condução lotada, e ele ficou lá, olhando ela passar.
O ponto dela chegou. Ela desceu. Elas e ele. O branquelo com jeito de gay com quem a mulher teve um relacionamento. Ele sabia disso por ficar ouvindo a conversa dela com os outros. Ele não tinha coragem de falar com ela. Intimidação talvez.
Ela desceu. Elas e ele. A outra também, como de costume.
O ponto do homem solitário chegou. Ele desceu logo depois das outras que conversava com a mulher, e esperou... Andou até o trabalho e esperou. Esperou que a hora começasse a passar pra ele almoçar. Ir embora.
A hora de almoçar chegou. Comeu arroz, feijão e um bife. Lembrou-se que a mulher era vegetariana e tinha os cabelos pretos. Mas já haviam sido de varias cores. Voltou ao trabalho e esperou. Esperou que a hora de ir embora o alcança-se;
Alcançou. Ele pegou a mochila e foi pro ponto. O condução vazia chegou, ele pagou a passagem e foi pra trás. O costumeiro assento perto da janela. Então esperou que o ponto da mulher chegasse e ele pudesse, com sorte, vê-la sozinha sem o homem de mãos de moça.
Ela estava com ele. O homem de mãos de moça. Ela pagou a passagem e entrou. Olhou pra ele e sentou-se correndo. Ele, o homem de mãos de moça sentou ao seu lado. Ela riu e passou a mão envolta dos ombros dele e deitou a cabeça no ombro dele. Aproximação de amigos. Amigos que tiveram e ainda tem alguma coisa. Ele virou o rosto pra janela e pensou.
Pensou que deveria falar com ela, mas que isso ficava só na cabeça dele. Pensou também que ela estava radiante hoje e que ela estava menos triste que ontem. E que ela não estava com a barra da calça dobrada. Ela. Ela. Ela. Ela. Sempre ela.
Pensou e pensou...
O ponto chegou e ele desceu logo atrás da mulher que se dirigia pra casa da outra mulher. Fingiu que não via. Mas via. Sempre viu que ela também tinha medo de falar com ele.
sexta-feira, 18 de maio de 2012
"Eu ia ao cinema com a minha avó. Ela usava galochas e não gostava das cenas de amor. Eu, por outro lado, adorava. Nessas cenas, ela começava a esfregar os sapatos de borracha e fazia barulho. Os filmes eram silenciosos, havia um pianista. Eu tinha a impressão que o barulho podia ser ouvido em toda sala. Isso não me deixava curtir as cenas de amor como eu queria.
Era muito constrangedor."
Ingmar Bergman
Era muito constrangedor."
Ingmar Bergman
Caio
Te escrevo com um cigarro aceso e uma xícara de chá de boldo. A escrivaninha é muito antiga, daquelas que têm uma tampa, parece piano. Tem um pôster com Garcia Lorca na minha frente. Um retrato enorme de Virginia Woolf. E posso ver na estante assim, de repente, todo o Proust, e muito Rimbaud, e Verlaine, Faulkner, Italo Svevo, William Blake. Uma reproduções de Picasso. Outras de Da Vinci. Um biscuit com um pierrô tão patético. Uma pedra esotérica ainda de Stonehenge, Inglaterra, uma caixinha indiana. Todos os meus pedaços aqui. E você não me conhece, eu não conheço você.
Te escrevo por absoluta necessidade. Não conseguiria dormir outra vez se não escrevesse.
Te escrevo por absoluta necessidade. Não conseguiria dormir outra vez se não escrevesse.
sexta-feira, 11 de maio de 2012
Gosto de ti.
Gosto de ti.
Gosto desse teu jeito dobrado, calado, afagante e malgrado de ser. Gosto de ouvir a voz que acalente toda minha sofridão e me deixa, mesmo que por tempo pouco, um tico mais linda. Viva. Perfeita.
Gosto do gosto de gostar de você. Gosto de olhar-te e contemplar toda essa sua corpulência masculina e forte, que faz com que eu pense que posso pensar em um dia te querer. Que um dia ainda terei você. Que um dia ainda me invejaram por ter você.
Sortudos aqueles que tem mais tempo olhando-te do que eu, que te vejo apenas de relance, quando vejo.
Gosto desse teu jeito dobrado, calado, afagante e malgrado de ser. Gosto de ouvir a voz que acalente toda minha sofridão e me deixa, mesmo que por tempo pouco, um tico mais linda. Viva. Perfeita.
Gosto do gosto de gostar de você. Gosto de olhar-te e contemplar toda essa sua corpulência masculina e forte, que faz com que eu pense que posso pensar em um dia te querer. Que um dia ainda terei você. Que um dia ainda me invejaram por ter você.
Sortudos aqueles que tem mais tempo olhando-te do que eu, que te vejo apenas de relance, quando vejo.
quinta-feira, 10 de maio de 2012
Tristeza de verão:
E quando a tristeza de verão abate aquela que deveria sobreviver sorrindo, acabou-se tudo. O fim aproxima-se e para tristeza de mim mesma, eu espero o real fim. Aquele que vai livrar-nos das dores constantes e da depressão continua.
Em uma noite de lua totalmente cheia, eu vou ainda observar as estrelas e esquecer de toda a tristeza que trago no coração e tudo que já ouvi. E senti. Eu queria realmente esquecer, queria esquecer de vez. Quando a coragem enfim chegar, talvez eu possa fazer com que eu esqueça. Alguns poderam dizer que eu fui fraca, ou talvez forte. É preciso ser forte pra acabar com tudo que te aflige, certo? Sei que minha irmã irá me recriminar, porque pra ela, isso tudo, os sofrimentos até valem a pena, daí. Mas, de que adianta sofrer por nada? Sofrer por sentir-se tão injustamente rebelde, e sofrer por sentir-se desprezada e injuriada? Sentir. Quando sinto frio, não é só por fora, pode-se aquecer um coração que desde pequena sempre foi levada ao desespero e posta em prova? A toda prova de que nunca seria feliz. Não enquanto estivesse vivendo com aquele ou esse, que não gosta nem um pouco de ti. Que já fez tanto por você, só pra que pudesse prender você e jogar sempre na sua cara que você está onde está hoje por ele. Não necessariamente por ele, mas por ela. Sua mãe. A protetora, que sofreu ainda jovem. Aquela que fez o que fez porque poderia aguentar de tudo. Foi o que ela pensou, imagino. Mas, o fim se aproximou como a mão de um homem que joga o peso de seu corpo contra a fraca mulher que significaria, em momentos de felicidade, alguma alegria, e talvez um "tudo".
Em uma noite de lua totalmente cheia, eu vou ainda observar as estrelas e esquecer de toda a tristeza que trago no coração e tudo que já ouvi. E senti. Eu queria realmente esquecer, queria esquecer de vez. Quando a coragem enfim chegar, talvez eu possa fazer com que eu esqueça. Alguns poderam dizer que eu fui fraca, ou talvez forte. É preciso ser forte pra acabar com tudo que te aflige, certo? Sei que minha irmã irá me recriminar, porque pra ela, isso tudo, os sofrimentos até valem a pena, daí. Mas, de que adianta sofrer por nada? Sofrer por sentir-se tão injustamente rebelde, e sofrer por sentir-se desprezada e injuriada? Sentir. Quando sinto frio, não é só por fora, pode-se aquecer um coração que desde pequena sempre foi levada ao desespero e posta em prova? A toda prova de que nunca seria feliz. Não enquanto estivesse vivendo com aquele ou esse, que não gosta nem um pouco de ti. Que já fez tanto por você, só pra que pudesse prender você e jogar sempre na sua cara que você está onde está hoje por ele. Não necessariamente por ele, mas por ela. Sua mãe. A protetora, que sofreu ainda jovem. Aquela que fez o que fez porque poderia aguentar de tudo. Foi o que ela pensou, imagino. Mas, o fim se aproximou como a mão de um homem que joga o peso de seu corpo contra a fraca mulher que significaria, em momentos de felicidade, alguma alegria, e talvez um "tudo".
Só me sinto cansada.
Cansada de toda essas palavras jogadas por fora da boca falante, e das palavras não ditas pelas bocas caladas. As palavras que realmente importam pra serem ditas, e quem sabe ouvidas. Falta o sopro de vida, e falta o jogar de braços do lado do corpo e caminhar como se não houvesse caminho. Como nunca houve caminho nenhum pra alguém que não é amada. Os feios corações que esquecem que sempre há uma metade. Aquela dos contos de fadas que pode aquecer o coração frio e sem esperança.
Nada de bom nunca acontece comigo. Não é isso que todos dizem? Solte as rédeas do coração, se jogue. Fuja e corra contra o tempo que te prende tanto; Corra pra longe de tudo que te aflige e volta. Volta e me conta como foi. Volta e sussura no ouvido meu como foi poder ser "livre". Como foi poder sorrir sinceramente sem preocupar-se com um fim.
Nada do que eu escrevo é verdadeiramente o que quero expressar. Nada parece adequado o bastante pra tudo aquilo ou isso que sinto. Nunca consegui indentificar todos os sentimentos confusos e sem nexo que tenho dentro de mim.
Quando era pequena ficava olhando as outras crianças brincar, caminhar, conversar com outras crianças e aquilo tudo parecia tão estranho pra mim. Eu simplesmente não conseguia me comunicar com as outras crianças porque tudo oque saia da boca delas, me parecia estúpido e rude demais pra ser considerado uma conversa. Ainda hoje eu penso assim. Ainda hoje tudo o que todos eles dizem me parece rídiculo e confuso. Confuso pra mim, não que eu tenha algum tipo de deficiência, não aparente. Mas, quem sabe não é? Eu talvez tenha aquilo que todos chamam de "aversão ao mundo externo á sua cabeça".
Cansada de toda essas palavras jogadas por fora da boca falante, e das palavras não ditas pelas bocas caladas. As palavras que realmente importam pra serem ditas, e quem sabe ouvidas. Falta o sopro de vida, e falta o jogar de braços do lado do corpo e caminhar como se não houvesse caminho. Como nunca houve caminho nenhum pra alguém que não é amada. Os feios corações que esquecem que sempre há uma metade. Aquela dos contos de fadas que pode aquecer o coração frio e sem esperança.
Nada de bom nunca acontece comigo. Não é isso que todos dizem? Solte as rédeas do coração, se jogue. Fuja e corra contra o tempo que te prende tanto; Corra pra longe de tudo que te aflige e volta. Volta e me conta como foi. Volta e sussura no ouvido meu como foi poder ser "livre". Como foi poder sorrir sinceramente sem preocupar-se com um fim.
Nada do que eu escrevo é verdadeiramente o que quero expressar. Nada parece adequado o bastante pra tudo aquilo ou isso que sinto. Nunca consegui indentificar todos os sentimentos confusos e sem nexo que tenho dentro de mim.
Quando era pequena ficava olhando as outras crianças brincar, caminhar, conversar com outras crianças e aquilo tudo parecia tão estranho pra mim. Eu simplesmente não conseguia me comunicar com as outras crianças porque tudo oque saia da boca delas, me parecia estúpido e rude demais pra ser considerado uma conversa. Ainda hoje eu penso assim. Ainda hoje tudo o que todos eles dizem me parece rídiculo e confuso. Confuso pra mim, não que eu tenha algum tipo de deficiência, não aparente. Mas, quem sabe não é? Eu talvez tenha aquilo que todos chamam de "aversão ao mundo externo á sua cabeça".
"EM DEMASIA,
Em demasia
Demasiadamente vivo em demasia. Nesta de viver. Nesta de ser. Nesta de querer ser aquilo que não sou. Aquilo que esperava ser e que talvez um dia seja. Em demasia vivo. Por uma vida. Uma vida em demasia loucura de estar sendo um outro ser que supostamente deveria ser só pelo gosto de ver estar sendo. Vivo demasiadamente em demasia de querer viver.
De querer.
Venha-me já que demasiado quero-lhe para mim, só pelo gosto de querer tocar-lhe os lábios na ponta da língua e exalar teu cheiro pelas pestanas entreabertas esperando que tu me venhas retirar-me o mel da boca para com seu gosto fazer-me mulher.
Aguardo-te a espreita com sede de desejo de ser-lhe tua mulher, amante, esposa, namorada. Mulher. Anima-te e aninha esse teu rosto barbudo na minha pele macia, passa-lhe os dedos miúdos pelas minhas orelhas e desliza-me por entre minhas entranhas para me fazer ser-te tua. Só. Saúda-me com teu olhar por entre essa demasia de querer-te todo dia. Toda hora. Todo tempo. Sempre. Sendo. Aquilo que já não sei mais quem sou. Venha-me roubar-me a vergonha de já não ser mais moça e ser somente tua mulher, amante, esposa, louca. Entretém-se por dentro dos meus cabelos que eu procuro por dentro dos teus, aquilo que um dia eu puder chamar de meu, que eu já não mais posso viver sem. Faz-me tua. Beija-me por inteira da ponta da língua até a ponta do pé para fazer-me por outra metade que em mim já não é mais meu e seu.
Deixe-lhe a respiração acelerar quando eu sem vergonha alguma caminhar os dedos por teu corpo nu e fizer-te ruir de espasmos com meu toque gélido. Mordiscarei tua orelha e farei tua garganta ergue-se de sufoco quando eu aperto-te tão forte junto a mim que não saiba como soltar. Desaprenda a soltar-me. Deixe-me ser tua por hora, por minuto, por dia, por semana. Por vida.
Esqueça como se soltar de mim. Tornemo-nos um.
Até que não haja mais hora, mas respiro, mas choro, mas grito.
Desenha meu rosto com os olhos entreabertos e os dedos a passar delicadamente por minha coluna, sem vergonha deixem-lhes vagar pelas minhas costas e deixe brincando com as suas caricias, até que seus dedos tomem-lhe a mão por inteira, até que um arrepio surja no pescoço e venha morrer na cintura nua, a espera do teu aperto. Perca-se por minhas coxas, brinque com meus joelhos e brinde seu lábio com a saliva do teu desejo.
Demasia. Em demasia me toma. Suga-me. Corrompe-me. Engole-me.
Em demasia,
Espero-te."
Em demasia
Demasiadamente vivo em demasia. Nesta de viver. Nesta de ser. Nesta de querer ser aquilo que não sou. Aquilo que esperava ser e que talvez um dia seja. Em demasia vivo. Por uma vida. Uma vida em demasia loucura de estar sendo um outro ser que supostamente deveria ser só pelo gosto de ver estar sendo. Vivo demasiadamente em demasia de querer viver.
De querer.
Venha-me já que demasiado quero-lhe para mim, só pelo gosto de querer tocar-lhe os lábios na ponta da língua e exalar teu cheiro pelas pestanas entreabertas esperando que tu me venhas retirar-me o mel da boca para com seu gosto fazer-me mulher.
Aguardo-te a espreita com sede de desejo de ser-lhe tua mulher, amante, esposa, namorada. Mulher. Anima-te e aninha esse teu rosto barbudo na minha pele macia, passa-lhe os dedos miúdos pelas minhas orelhas e desliza-me por entre minhas entranhas para me fazer ser-te tua. Só. Saúda-me com teu olhar por entre essa demasia de querer-te todo dia. Toda hora. Todo tempo. Sempre. Sendo. Aquilo que já não sei mais quem sou. Venha-me roubar-me a vergonha de já não ser mais moça e ser somente tua mulher, amante, esposa, louca. Entretém-se por dentro dos meus cabelos que eu procuro por dentro dos teus, aquilo que um dia eu puder chamar de meu, que eu já não mais posso viver sem. Faz-me tua. Beija-me por inteira da ponta da língua até a ponta do pé para fazer-me por outra metade que em mim já não é mais meu e seu.
Deixe-lhe a respiração acelerar quando eu sem vergonha alguma caminhar os dedos por teu corpo nu e fizer-te ruir de espasmos com meu toque gélido. Mordiscarei tua orelha e farei tua garganta ergue-se de sufoco quando eu aperto-te tão forte junto a mim que não saiba como soltar. Desaprenda a soltar-me. Deixe-me ser tua por hora, por minuto, por dia, por semana. Por vida.
Esqueça como se soltar de mim. Tornemo-nos um.
Até que não haja mais hora, mas respiro, mas choro, mas grito.
Desenha meu rosto com os olhos entreabertos e os dedos a passar delicadamente por minha coluna, sem vergonha deixem-lhes vagar pelas minhas costas e deixe brincando com as suas caricias, até que seus dedos tomem-lhe a mão por inteira, até que um arrepio surja no pescoço e venha morrer na cintura nua, a espera do teu aperto. Perca-se por minhas coxas, brinque com meus joelhos e brinde seu lábio com a saliva do teu desejo.
Demasia. Em demasia me toma. Suga-me. Corrompe-me. Engole-me.
Em demasia,
Espero-te."
segunda-feira, 23 de abril de 2012
quarta-feira, 18 de abril de 2012
FILÓSOFO: - Você leu os Três Mosqueteiros?
NANA: - Eu vi o filme. Por quê?
FILÓSOFO: - Porque nele, Porthos, o grande, o forte, um pouco beste, ele nunca pensou em sua vida, compreende?
Então, uma vez ele tem de implantar uma bomba numa adega, para explodi-la. Ele o faz.
Ele coloca a bomba, acende-a e sai correndo, naturalmente.
Mas de golpe, ele começa a pensar. Ele pensa no quê? Ele se pergunta como ele pode colocar um pé após o outro. Você já deve ter pensado sobre isso, também.
E então ele para de correr. Ele não pode mais, não pode avançar. Tudo explode, a adega cai sobre ele.
Ele segura com seus ombros, ele é forte. Mas depois de um dia, ou dois, ele cede e morre.
A primeira vez que ele pensa, ele morre.
VIVRE SA VIE, 1962, GODARD
NANA: - Eu vi o filme. Por quê?
FILÓSOFO: - Porque nele, Porthos, o grande, o forte, um pouco beste, ele nunca pensou em sua vida, compreende?
Então, uma vez ele tem de implantar uma bomba numa adega, para explodi-la. Ele o faz.
Ele coloca a bomba, acende-a e sai correndo, naturalmente.
Mas de golpe, ele começa a pensar. Ele pensa no quê? Ele se pergunta como ele pode colocar um pé após o outro. Você já deve ter pensado sobre isso, também.
E então ele para de correr. Ele não pode mais, não pode avançar. Tudo explode, a adega cai sobre ele.
Ele segura com seus ombros, ele é forte. Mas depois de um dia, ou dois, ele cede e morre.
A primeira vez que ele pensa, ele morre.
VIVRE SA VIE, 1962, GODARD
E todo o mundo saberá seu nome...
Todo mundo um dia saberá que foi pelas tuas mãos que eu nasci. Nasci da maneira correta.
E um dia todos saberão que eu adoro música, e que choro quando um filme é realmente triste. E que gosto de escrever... Um dia todos saberão porque um dia eu ainda estarei na capa daquela revista que você lê. Mas nem todos saberão que quando criança, você sentava na porta de casa e ficava pensando que as estrelas não brilham tanto numa determinada época do ano. Isso pode até parecer desimportante, mas para você, Annie, é sempre importante saber que as estrelas não brilham tanto numa determinada época do ano. E que sua amiga, Katie, ela sim é divertida! E que, você Annie, anda á sombra de Katie, anda... Não! Você se arrasta á sombra de Katie.
Annie, seu nome foi visto entre as estrelas! Annie, tudo está caindo de novo, cuidado pra não se deixar iludir de novo, Annie. Cuidado! Annie...
Annie, isso tudo foi porque eu disse que você seria uma celebridade. Annie? Ainda está aí? Acorde Annie. Celebre sua liberdade mental. Viciante. Annie? Você ainda está aí?
E um dia todos saberão que eu adoro música, e que choro quando um filme é realmente triste. E que gosto de escrever... Um dia todos saberão porque um dia eu ainda estarei na capa daquela revista que você lê. Mas nem todos saberão que quando criança, você sentava na porta de casa e ficava pensando que as estrelas não brilham tanto numa determinada época do ano. Isso pode até parecer desimportante, mas para você, Annie, é sempre importante saber que as estrelas não brilham tanto numa determinada época do ano. E que sua amiga, Katie, ela sim é divertida! E que, você Annie, anda á sombra de Katie, anda... Não! Você se arrasta á sombra de Katie.
Annie, seu nome foi visto entre as estrelas! Annie, tudo está caindo de novo, cuidado pra não se deixar iludir de novo, Annie. Cuidado! Annie...
Annie, isso tudo foi porque eu disse que você seria uma celebridade. Annie? Ainda está aí? Acorde Annie. Celebre sua liberdade mental. Viciante. Annie? Você ainda está aí?
Duas luzes no céu espalhado:
Na varanda dipindurado naquela coisa, ficava o menino de cabelos louros e corpo forte. Ficava dipindurado, olhando, conversando com o outro menino amigo, aquele que parece mais novo que ele, menino primeiro. Larguei de ver o loirinho, e reparei de novo no céu espalhado e preto cinza. Suas lanternas piscavam aflitas de um lado pro outro. Aflitas. Reparei, bom quarto de tempo, nas duas luzes amigas que zuniam vagamente. Disco voador. Olhei e reparei enquanto menino loiro falava com mais novo, em pé na varanda. Olhei, bom quarto de tempo. Viajei. Voltei á mim, virei, caminhei de volta e fugi. As luzes continuaram zunindo aflitas.
As coisas que eu mais sinto falta com a distância são mãos. Sua mão na minha, o jeito que você segura uma caneta entre seus dedos, suas mãos agarradas firmemente ao redor da minha cintura, seus dedos traçando os meus lábios. Eu sinto falta do jeito que sua mão inclinava meu queixo para cima, ou o jeito que suas mãos faziam ondas violentas quando você me contava uma história. Eu sinto falta das ascensões e fluxos, dos gestos largos e toques gentis. Eu sinto falta do jeito que nós não tínhamos que dizer nada, mas simplesmente entrelaçar os nossos dedos juntos no escuro.
segunda-feira, 16 de abril de 2012
sábado, 14 de abril de 2012
Histórias de amor nunca duram mais que 90 minutos.
Próprio do amor, o conflito de sentimentos, não é nada anormal. Quando começa-se a amar alguém, você pensa em várias coisas. Possibilidades de isso ser apenas uma atração. Você pensa que gostou do jeito dele ou dela, mas que não é pela beleza do andado ou pela corpulência magnífica -ao seus olhos- que você está interessando (a).
Você pensa, repensa, e decidi conversar, e até beijar a pessoa pela qual você está interessada. Você quer ficar com ela todo o tempo, quer beijá-la, tocá-la á todo tempo. Você a quer todo o tempo. E quando você está sozinho, você pensa que ela poderia estar ali ao teu lado. Vocês poderiam estar conversando, trocando ideias. Vocês poderiam estar sabendo mais um sobre o outro, ao invés de você perder seu tempo com coisas banais e sem graça. Coisas que não vão te fazer conhecer melhor sobre a pessoa pela qual você está interessado (a). Com o tempo, você começa a pensar que poderiam morar juntos, poderiam trocar coisas, namorar quem sabe. Você começa a guardar cada palavra, mesmo que idiota que a pessoa diz. Você começa a se apaixonar. Então, você começa a sentir ciúmes. Desconfiança. Tédio. Você começa a não querer que ela fale com aquela ou aquele amigo, porque ele ou ela é um inimigo em potencial. Então você conversa com aquela pessoa sobre o que você quer. Sobre o que você quer que ela faça. Se vocês forem um casal, ela te entenderá, mas irá acabar te dobrando em vários tamanhos até que você aceite o que sempre foi: Ela continuará a falar com aquele ou aquela amigo (a); E você continuará a sentir ciúmes. E quem sabe, com o tempo, desconfiança. Sua mente começara a estimular coisas que não existem, como por exemplo: Um toque sem a menor segunda intenção, para você será um toque de quem está interessado na pessoa que você ama. E vice-versa. Você vai começar a se sentir traído e ficará triste. Paranóico. Seus sentimentos passaram de amor para possessão. A pessoa que você um dia amou, aquela que sempre foi sua excessão, agora é seu vício. Sua doença. Vocês começarão a brigar por coisas bobas, e ela se cansará de você e de sua paranóia. A distância entre vocês começara a crescer e vocês já não serem tão bons um pro outro como antes. Ela se cansa enfim, e termina com você. Com sorte, se sua paranóia for em parte amena, ela pedirá um tempo. Você vai dar á ela tudo que ela quiser, você á ama. Mas, ela já não sabe se ama você. Ela está confusa. Ela conhece outra pessoa. Essa pessoa é legal, interessante, culta e não é doente de amor por ela, ainda. Ela começa a se envolver e você fica sabendo. Você fica seriamente ferido. Acaba. Acabou. Histórias de amor nunca duram... Histórias de amor nunca duram mais que 90 minutos. Com sorte, vai durar.
Você pensa, repensa, e decidi conversar, e até beijar a pessoa pela qual você está interessada. Você quer ficar com ela todo o tempo, quer beijá-la, tocá-la á todo tempo. Você a quer todo o tempo. E quando você está sozinho, você pensa que ela poderia estar ali ao teu lado. Vocês poderiam estar conversando, trocando ideias. Vocês poderiam estar sabendo mais um sobre o outro, ao invés de você perder seu tempo com coisas banais e sem graça. Coisas que não vão te fazer conhecer melhor sobre a pessoa pela qual você está interessado (a). Com o tempo, você começa a pensar que poderiam morar juntos, poderiam trocar coisas, namorar quem sabe. Você começa a guardar cada palavra, mesmo que idiota que a pessoa diz. Você começa a se apaixonar. Então, você começa a sentir ciúmes. Desconfiança. Tédio. Você começa a não querer que ela fale com aquela ou aquele amigo, porque ele ou ela é um inimigo em potencial. Então você conversa com aquela pessoa sobre o que você quer. Sobre o que você quer que ela faça. Se vocês forem um casal, ela te entenderá, mas irá acabar te dobrando em vários tamanhos até que você aceite o que sempre foi: Ela continuará a falar com aquele ou aquela amigo (a); E você continuará a sentir ciúmes. E quem sabe, com o tempo, desconfiança. Sua mente começara a estimular coisas que não existem, como por exemplo: Um toque sem a menor segunda intenção, para você será um toque de quem está interessado na pessoa que você ama. E vice-versa. Você vai começar a se sentir traído e ficará triste. Paranóico. Seus sentimentos passaram de amor para possessão. A pessoa que você um dia amou, aquela que sempre foi sua excessão, agora é seu vício. Sua doença. Vocês começarão a brigar por coisas bobas, e ela se cansará de você e de sua paranóia. A distância entre vocês começara a crescer e vocês já não serem tão bons um pro outro como antes. Ela se cansa enfim, e termina com você. Com sorte, se sua paranóia for em parte amena, ela pedirá um tempo. Você vai dar á ela tudo que ela quiser, você á ama. Mas, ela já não sabe se ama você. Ela está confusa. Ela conhece outra pessoa. Essa pessoa é legal, interessante, culta e não é doente de amor por ela, ainda. Ela começa a se envolver e você fica sabendo. Você fica seriamente ferido. Acaba. Acabou. Histórias de amor nunca duram... Histórias de amor nunca duram mais que 90 minutos. Com sorte, vai durar.
Só mais um pouquinho da verdade.
Eu não ando me sentindo mais forte. Não ando me sentindo mais bonita, se é que já me senti assim. Meu histórico de baixa alto estima é alto, bastante alto. Minha cabeça não era tão carregada de coisas ruins como é agora, antigamente eu era positiva. Pessoas já não são tão atrativas como eram antes. Eu gostava de conversar, gostava de reparar em como as pessoas se movimentavam, falavam com as outras pessoas. Agora eu fico cansada rápido, falar cansa. E as pessoas são muito desinteressantes. Não fazem nada que possa ser diferente, falam banalidades, e esquecem quem realmente são... Ou o que queriam se tornar. Eu não vivo mais sonhando com aquilo, ou aquilo outro. Sei que se eu tiver que ser, será; Eu aprendi, mesmo que tarde, que as coisas acontecem por alguma razão. Mesmo que nos não saibamos qual é, acontece por alguma razão. E você, não entrou na minha vida por nada. Talvez, por algum tempo, você tenha sido a única que eu queria ter por perto, e isso não é mentira. Mas hoje, quando olho pra você, eu me sinto mais forte. Um tico mais forte, como antes não me sentia. Antigamente quando olhava pra você eu me sentia tão pequena e insignificante. Hoje eu sei que sou maior. Sei que posso fazer o que eu achava que nunca conseguiria. Sei que posso fazer coisas que você não pode... E mesmo sendo egoísta, eu me sinto tão superior por isso. Sinto como se finalmente eu estivesse fazendo coisas por mim. Por mim e não por você. Sabe, eu sempre fiz as coisas pensando em como acabaria te atingindo, mas não atingiu. Você finalmente foi virando passado. Virando poeira de tempo. Mais uma vez eu acabei escrevendo sobre você. Eu só acho que a sexta-feira foi estranha. Vi você chorar e não me senti nem um pouco mal... Pelo contrário, me senti totalmente indiferente. Se você sente falta, faz como eu: Misture todos os sentimentos ao ponto de não conseguir encontrar a saudade no meio de tanta coisa, banal ou não. Só esqueça... Faça como eu. Imite-me. Inveje-me. Como você sempre veio fazendo. No amor ou não.
sexta-feira, 13 de abril de 2012
ESCREVA SOBRE O QUE TE DÁ MEDO, SOBRE O QUE TE DÁ VERGONHA, SOBRE O QUE VOCÊ AMA. ESCREVA SEM JULGAR, ESCREVA SOBRE OS OUTROS. ESCUTE CONVERSAS ALHEIAS, MESMO SE AS PESSOAS TE PARECEREM ESTRANHAS. ANDE DE ÔNIBUS E DE METRÔ E OBSERVE TUDO. LIDE COM PESSOAS DE DIFERENTES PROFISSÕES E IDADES. NÃO FIQUE CERCADO POR PESSOAS QUE TEM A SUA IDADE E FAZEM A MESMA COISA QUE VOCÊ. ALIÁS, FUJA DELAS.
Resposta de Pedro Almodóvar para uma cineasta iniciante, quando ela pediu um conselho.
Resposta de Pedro Almodóvar para uma cineasta iniciante, quando ela pediu um conselho.
Sonho adolescente.
Quando você me olha, eu me sinto, sei lá. Tudo dispara! Não, eu não olho pra trás. Quando você me toca, eu nem mesmo acredito. Não, eu não olho pra trás. Não regresse, é só o amor. Meu coração pára, quando você me olha. E quando me toca... Ah! Eu nem acredito. É um verdadeiro sonho adolescente...
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Começa assim: "Honestamente" e termina em "começo de tudo". Vai entender!
Honestamente falando, eu me sinto atraída pelo jeito calado, sem graça e magrelo de ser. Quando de manhã se olha o céu claro e azulado, vê-se as montanhas ainda intocadas e o vento bate sem dó no rosto da gente. E me vejo sem você, ou com aquele, espremida. Espremo o coração de tanta gente. Você fica ali do lado, e eu ao lado doida pra falar, mordo a língua e fico quieta, inquieta, como você. Pode falar, fala por favor, chama a atenção pra ti, e esqueci a vergonha. Lembra que a gente brincava dentro do ônibus da escola? Você até tantava me beijar, e eu puxava teu cabelo. Por que agora você não pode vir falar comigo? Hoje você até sorriu, mesmo que de ladinho sem perceber quem sabe, quando me viu entrar dentro daquela van bem tranquila. Eu queria tanto saber como anda tua vida agora, e sinceramente, acho que você também quer saber como anda a minha. Com sorte, algum dia você até sorria, abertamente. Eu sempre sorrio pra outras pessoas, pra ela, pra ele, falo tanto com eles que cansa. Eu me sinto cansada quase todo o tempo. E você? Se cansa de falar também?
Quando me sento no sofá e fico ereta pra que você possa ver que estou daquele lado, ou do lado de quem, é de próposito. Com sorte você chegue até a sair lá fora pra me ver, disfarçadamente, e talvez fique me olhando até alguém chegar, ou te gritar. Você parece tão reprimido... esquece que tudo que te reprime é tu mesmo? Ás vezes me faltam palavras, e ás vezes elas são a sobra da refeição do dia. Quando estou lendo, consigo pensar em várias formas de começar uma carta, mas nunca uma pra você. Sempre parece que aquele começo não é o adequado. Então pensei que poderia escrever um bilhete dizendo apenas: Sorria. Quem sabe assim, você realmente sorriria. Você nem feliz parece. E nem eu. Pra ser totalmente sincera, eu não sou feliz. Me mantenho apenas bem por algum tempo, até que vem alguém e acaba com o bem-estar. É como eu digo: É preferível manter-se na tristeza, porque ela sim tu sabes sempre como vai ser e não vai te surpreender, passar, do que ser feliz por um breve tempo, voltando assim ao começo de tudo.
Quando me sento no sofá e fico ereta pra que você possa ver que estou daquele lado, ou do lado de quem, é de próposito. Com sorte você chegue até a sair lá fora pra me ver, disfarçadamente, e talvez fique me olhando até alguém chegar, ou te gritar. Você parece tão reprimido... esquece que tudo que te reprime é tu mesmo? Ás vezes me faltam palavras, e ás vezes elas são a sobra da refeição do dia. Quando estou lendo, consigo pensar em várias formas de começar uma carta, mas nunca uma pra você. Sempre parece que aquele começo não é o adequado. Então pensei que poderia escrever um bilhete dizendo apenas: Sorria. Quem sabe assim, você realmente sorriria. Você nem feliz parece. E nem eu. Pra ser totalmente sincera, eu não sou feliz. Me mantenho apenas bem por algum tempo, até que vem alguém e acaba com o bem-estar. É como eu digo: É preferível manter-se na tristeza, porque ela sim tu sabes sempre como vai ser e não vai te surpreender, passar, do que ser feliz por um breve tempo, voltando assim ao começo de tudo.
quarta-feira, 11 de abril de 2012
A sombra fede.
Hoje dentro daquela sala de aula fétida e abarrotada, enquanto eu olhava pela janela ouvi -ou tenha pensando que tenha ouvido- você dizer: "A sombra fede". Eu posso ter ouvido sim, verdadeiramente, ou posso apenas ter imagino por ser realmente isso que eu espero ouvir você dizer.
Passei a minha vida toda á sombra de alguém; Não agora, tendo em vista que venho andando sozinha por todos os lugares que vou, e já me imagino só, sempre imaginei, mas cheguei uma vez a ter esperanças de quê você, e ele com sorte, poderiam caminhar comigo. Chegamos a fazer planos, usamos palavras como: Nós, juntas, unidas, e a mais clichê para uma amizade como a nossa: Para sempre. Sempre fomos tão tolas assim ou isso tudo só começou no final do ano passado, quando as coisas começaram realmente a caminhar mal? Eu tenho mentido pra mim mesma, e tem funcionado, não me importando com o que você se sente, o que é uma mentira, seus sentimentos eu digo.
Não acho que você goste tanto assim como dizia gostar. Não acho que nossa "amizade" poderia ter dado certo até o fim, já não andava bem das pernas mesmo. Sabe quando á situação já é estranha? Ou quando infelizmente a pessoa perdeu a graça e tudo nela te irrita ao ponto de você pensar em várias formas possíveis de matá-la? Tenho visto muito isso... ou aquele. Meus braços doem, e eu sei que enquanto ele tocava "Pais e Filhos" você chorava, ou era outra música? Talvez tenha me enganado sobre isso também. Mas sei que não foi engano aquelas lágrimas quase escorrendo pelo seu rosto, e suas mãos capturando-as quase no fim. Sei que também não é minha imaginação você sentir alguma coisa a mais por ele, e você o ter quase beijado, mesmo eu não sabendo da história toda... e eu acho que agora está melhor sem mim.
Tendo em vista á calmaria, faço-me parar de pensar em ti e em tudo que traz contigo, lixos e pesos passados. Estou bem, e desejo continuar assim, obrigada.
Passei a minha vida toda á sombra de alguém; Não agora, tendo em vista que venho andando sozinha por todos os lugares que vou, e já me imagino só, sempre imaginei, mas cheguei uma vez a ter esperanças de quê você, e ele com sorte, poderiam caminhar comigo. Chegamos a fazer planos, usamos palavras como: Nós, juntas, unidas, e a mais clichê para uma amizade como a nossa: Para sempre. Sempre fomos tão tolas assim ou isso tudo só começou no final do ano passado, quando as coisas começaram realmente a caminhar mal? Eu tenho mentido pra mim mesma, e tem funcionado, não me importando com o que você se sente, o que é uma mentira, seus sentimentos eu digo.
Não acho que você goste tanto assim como dizia gostar. Não acho que nossa "amizade" poderia ter dado certo até o fim, já não andava bem das pernas mesmo. Sabe quando á situação já é estranha? Ou quando infelizmente a pessoa perdeu a graça e tudo nela te irrita ao ponto de você pensar em várias formas possíveis de matá-la? Tenho visto muito isso... ou aquele. Meus braços doem, e eu sei que enquanto ele tocava "Pais e Filhos" você chorava, ou era outra música? Talvez tenha me enganado sobre isso também. Mas sei que não foi engano aquelas lágrimas quase escorrendo pelo seu rosto, e suas mãos capturando-as quase no fim. Sei que também não é minha imaginação você sentir alguma coisa a mais por ele, e você o ter quase beijado, mesmo eu não sabendo da história toda... e eu acho que agora está melhor sem mim.
Tendo em vista á calmaria, faço-me parar de pensar em ti e em tudo que traz contigo, lixos e pesos passados. Estou bem, e desejo continuar assim, obrigada.
sexta-feira, 6 de abril de 2012
Não tenho sentido muito ultimamente. Quando na nossa última conversa eu disse que você já não era mais tão boa assim pra mim, eu não me senti depois uma total mentirosa, como me sentiria em outras ocasiões. Eu me senti bem comigo mesma. Enfim eu tinha feito algo por mim... algo pela pessoa que mais precisa de espaço e menos perguntação. Eu não tenho sentido muito ultimamente.
Não tenho sentido remorso quando pego você me olhando. Não, pelo contrário, me sinto superior e melhor que você. E quer saber? Fica com ele. Eu acho que vocês fazem um casal bonito, até. E também acho que agora sim você vai poder mostrar pra ele, se é que ele já não sabe, que você o gosta também. Que vocês se gostam... como aquele outro casal que se tratavam como irmãos, e hoje o que fizeram deles mesmos? Um casal chato e meloso. Vocês já são assim sendo só "irmãos" que dirá lá quando forem mais ou menos que isso... mais. Tenho sentido dor no lado esquerdo. Onde fica o coração. É onde fica realmente o coração? Só estou enrolando... só queria dizer: Te superei.
Não tenho sentido remorso quando pego você me olhando. Não, pelo contrário, me sinto superior e melhor que você. E quer saber? Fica com ele. Eu acho que vocês fazem um casal bonito, até. E também acho que agora sim você vai poder mostrar pra ele, se é que ele já não sabe, que você o gosta também. Que vocês se gostam... como aquele outro casal que se tratavam como irmãos, e hoje o que fizeram deles mesmos? Um casal chato e meloso. Vocês já são assim sendo só "irmãos" que dirá lá quando forem mais ou menos que isso... mais. Tenho sentido dor no lado esquerdo. Onde fica o coração. É onde fica realmente o coração? Só estou enrolando... só queria dizer: Te superei.
quarta-feira, 4 de abril de 2012
quarta-feira, 28 de março de 2012
Olhares que matam.
Visava sempre o absoluto silêncio, e a descrição. Tanto do olhar, quanto do movimentar de lábios, tanto inferiores quanto superiores. Tendo o movimentar de mãos da manhã, da tarde e com sorte, da noite. Viste que sempre está escondendo-se entre cortinas, vidros, pessoas. Pode olhar sem medo, não mordo. Pode falar sem medo, não serei rude. Não quero pensar que talvez, quem sabe, isso tudo seja. Eu tentaria falar, se eu tivesse coragem. Só de ouvir sua voz, grossa e viral falando com outro alguém, indiretamente comigo, eu já me sinto satisfeita, porque sei que não me odeia totalmente. Se é que me odeia um pouco. Lembro-me que quando pequenos, falávamos e fazíamos coisas engraçadas, coisas de crianças. Hoje já adultos, deixamos de lado as coisas de crianças, e visamos um futuro: carreira, companheiro, faculdade. Visamos uma vida plena e satisfatória. Poderíamos visar também possibilidade de conversação?
domingo, 25 de março de 2012
"Pff. Não entendo a Amy. Não mais. Na verdade, entendo muito. Mas não de uma forma... racional. Certamente falando."
Arthur sobre Amy e sua forma estranha e complicada de lidar consigo mesma.
"Se ela resolvesse os problemas dela, não teria tanto com os outros."
Arthur diz sobre uma certa pessoa.
11:45
Não é que eu não a ame, é só que sinto medo de que isso não seja realmente o amor que espero que seja. Por vezes, me pego pensando no que aquele amigo ou aquela amiga vão pensar de mim, eu sei que não deveria me importar com a opinião dos outros, até porque não são os outros que iram deitar-se na cama com ela, conversar sobre o dia, beijar os lábios enegrecidos e doces, ou tocar nos cabelos um tanto complicados de gostar. Mas eu gosto. Se pensado no lado familiar da coisa, ela poderia ser minha irmã, e tanto assim, como minha amante, eu a amaria. Ela seria preciosa, totalmente única na maneira de ser e de lidar com coisas tolas, como aquela conversa sobre aquele assunto. Não poderia me lamentar por não ter ficado mais tempo com ela, publicamente eu digo, mas eu lamento por ter tido que pensar tanto na proposta feita. É só que para algumas pessoas nem sempre amar é tudo. Vem-se os medos, as tristezas, e as possiveis desgraças com o amor; É só que para algumas pessoas, amar não significa total felicidade, ou êxito completo naquela empreitada.
Quando perguntei se teria alguma coisa pra me dizer, talvez a resposta que eu quisesse não fosse aquela que tive. Talvez eu quisesse que você me disesse que não amava-me desde o primeiro momento em que disse o contrário, porque assim, eu não iria pensar que poderia estar com você agora, fazendo-a feliz. Mas não, pelo esperado, tem-se a decepção. Você disse que estavámos indo rápido demais, e eu não discordo, não discordo de nada do que diz. Eu só não queria estar sentindo frio. Só não queria estar sentindo que poderia ter feito melhor, para que agora, estivesse tudo bem. Eu só não queria muitas coisas.
Quando perguntei se teria alguma coisa pra me dizer, talvez a resposta que eu quisesse não fosse aquela que tive. Talvez eu quisesse que você me disesse que não amava-me desde o primeiro momento em que disse o contrário, porque assim, eu não iria pensar que poderia estar com você agora, fazendo-a feliz. Mas não, pelo esperado, tem-se a decepção. Você disse que estavámos indo rápido demais, e eu não discordo, não discordo de nada do que diz. Eu só não queria estar sentindo frio. Só não queria estar sentindo que poderia ter feito melhor, para que agora, estivesse tudo bem. Eu só não queria muitas coisas.
terça-feira, 20 de março de 2012
Ficou guardado o dia todo.
Você é aquela que pensava saber de tudo. Você observa, para e pensa, e quando perguntada acha que sabe tudo. Deixa eu só dizer-lhe que você não sabe nem a metade. Eu pensei que poderia confiar, chamar, contar-lhe tudo que contei, mas vi, hoje, e nos dias que se seguem e que se passaram que você não passa de apenas mais uma. Uma de tantas outras que eu soube que passaria e não ficaria. Pessoas como você sempre se vão. Então eu decidi escrever pra você. Sem você saber é claro, porque como já me disseram, sou covarde demais pra falar-lhe frente a frente, e devo então dizer-lhe assim, no anonimato querida. Querida? Como pode ser isso? Você ainda sim é querida pra mim; Eu só queria entender como eu pude me enganar durante quase dois anos. Eu devo pagar minhas contas e fugir. Não vou fazer como das outras vezes que sentei e conversei com você. Vi que não dava em nada. Devo agora só excluir a mim mesma das conversas, procurar um canto pra mim mesma. Só pra pensar.
Quando deixei de fazer parte das conversas? Quando deixei de ser importante? E quando, por favor diga, vocês começaram a se amar tanto? Vejo que já não faço mais parte do que um dia eu pensei que nunca sairia.
Quando deixei de fazer parte das conversas? Quando deixei de ser importante? E quando, por favor diga, vocês começaram a se amar tanto? Vejo que já não faço mais parte do que um dia eu pensei que nunca sairia.
Tentava distanciar á mão que ficava por baixo das costas frias e suadas. Tentava não parecer tola e tão contente. Sem saber ela que era sempre á que fica. Fica sempre.
Calma teu choro, e calma teu coração sofrido, minha querida. Ainda algum dia vai-te ser feliz.
Vou-me ser feliz algum dia? Roubo que se fez dor.
Tudo no fim se faz dor. Só quero saber: quando serei feliz?
Calma teu choro, e calma teu coração sofrido, minha querida. Ainda algum dia vai-te ser feliz.
Vou-me ser feliz algum dia? Roubo que se fez dor.
Tudo no fim se faz dor. Só quero saber: quando serei feliz?
Transforma as perguntas em respostas e aquieta este coração amargo.
Faz-te amor em dor. Amor em indiferença. Faz-te tristeza transformar choro em sorriso e felicidade plena e duradoura. Faz-te pensar que isso e aquilo machuca demais. Machuca demais.
Faz-me fechar os olhos e não perder a vontade de abri-los para ver o mundo lá fora. Quero querer viver o mundo lá fora. Quero despedir essa velha amiga e sondar possibilidades de converter nova ordem de amigos.
Ah, amigo! Por onde andas tu que ainda agora não reapareceu pra fazer brilhar essa cena de horror em que me encontro? Tudo tão preto no branco.
Perguntante: O que ela tem?
Respondam-os: Ela só é mórbida.
Estado de tristeza tal que se faz doença.
E eu só queria pedir um favor: fica.
Faz-te amor em dor. Amor em indiferença. Faz-te tristeza transformar choro em sorriso e felicidade plena e duradoura. Faz-te pensar que isso e aquilo machuca demais. Machuca demais.
Faz-me fechar os olhos e não perder a vontade de abri-los para ver o mundo lá fora. Quero querer viver o mundo lá fora. Quero despedir essa velha amiga e sondar possibilidades de converter nova ordem de amigos.
Ah, amigo! Por onde andas tu que ainda agora não reapareceu pra fazer brilhar essa cena de horror em que me encontro? Tudo tão preto no branco.
Perguntante: O que ela tem?
Respondam-os: Ela só é mórbida.
Estado de tristeza tal que se faz doença.
E eu só queria pedir um favor: fica.
terça-feira, 13 de março de 2012
Hilda Hilst:
" FICO PENSANDO SE ESSA COISA ENORME QUE EU SINTO ESTÁ DENTRO DE MIM OU DENTRO DO POÇO SECO. QUEM SABE SE É PORQUE O FUNDO DO POÇO SECO É REDONDO E ESSAS COISAS REDONDAS DÃO A IMPRESSÃO DE SEREM ACABADAS, DE QUE TUDO ESTÁ PERFEITO NO REDONDO, E POR ISSO TALVEZ EU ME SINTA DIFERENTE E ATÉ MUITO JUSTO QUANDO ESTOU LÁ. DEVE TER HAVIDO ÁGUA NO FUNDO. SERÁ QUE EU OUÇO A ALMA DA ÁGUA? COMO É ESTRANHO QUE EU SEJA FEITO DE CARNE, EU PENSO QUANDO ESTOU LÁ DENTRO, E QUE OLHANDO COM MEU OLHO EU POSSA VER."
"Como me sinto? Como se colocassem dois olhos sobre uma mesa e dissessem a mim , a mim que sou cego : isso é aquilo que vê , essa é a matéria que vê . Toco os dois olhos sobre a mesa , lisos , tépidos ainda , arrancaram há pouco, gelatinosos , mas não vejo o ver . É assim o que sinto tentando materializar na narrativa a convulsão do meu espírito , e desbocado e cruel , manchado de tintas , essas pardas escuras do não saber dizer , tento amputado conhecer o passo , cego conhecer a luz , ausente de braços tento te abraçar. "
- Hilda Hilst
- Hilda Hilst
segunda-feira, 12 de março de 2012
Dois.
Não escrevemos mais. Não conversamos mais. A dor foi parcialmente curada... Pode gritar meu nome agora. Eu vou ouvir você, eu sempre vou ouvir você. Eu sempre estarei aqui, como sou hoje, você sabe não é? As pedras me contaram que a luz não é mais negra. Não, ela não é mais negra... Ela agora é total. Eu morri.
"Por que voltou? Por que voltou pra falar comigo? Por que sempre escreveu pra mim, mesmo quando nós dois não trocávamos uma única palavra? Por que chorei algumas noites, enquanto lembrava de você no bar comigo? Por que? Por que você pareceu mudar tanto, que daquela menina linda, se transformou para uma mulher linda e sem rumo. Aquela menina parecia ser deslocada, mas parecia saber que seu lugar era comigo. Por que?
É tudo isso que me pergunto todos os dias, todas as noites, cada longo e insano minuto, enquanto me escrevia seus depoimentos de desabafo."
Isso não vale mais de nada. Desculpa por ainda incomodar você.
Sarah... não vou te responder grosserias, não serei chato com você, não direi coisas em tom de arrogância ou sarcasmo, e não me entregarei. A verdade é que sou sempre o mesmo, mas dou o troco na mesma moeda. Minha grosseria foi esse troco. Mas não, agora não mais. Você levou tudo de mim. Simplesmente tudo. Então eu serei educado e indiferente com você. Vou tentar esquecer o que houve, e vou tentar agir normalmente com você. Eu não quero isso pra gente.
Um.
Lamento pelo seu término. Como tantos outros, deve ter sido complicado e dificultoso a certa medida. Sabe, Sarah... Sei que você se sente deslocada, e por isso sua vida gira em torno de suas vontades e as mesmas vão mudando aleatoriamente. Não que você esteja errada, você age naturalmente como qualquer pessoa que anda por aí, como eu, mas pois bem. Eu também sempre me senti deslocado, mas acho que nunca tive um problema pessoal comigo mesmo em relação a isso. Vamos concentrar o foco da conversa em você. Sei o que é não saber qual seja o seu lugar, e o quanto distinto isso se torna com o tempo. Você não sabe que irá achá-lo andando por aí, concentrando em não cair enquanto passa por uma simples calçada enquanto todos te olham, se irá achá-lo nos braços de alguém, ou em um lugar da sua mente. As pessoas, nós, nos confortamos com qualquer tipo de favorecimento compartilhado da mente para a alma, seja de uma boa leitura, um bom lugar, um cheiro gostoso, um sabor delicioso, uma pessoa, um pensamento, ou alguma inspiração (como, por exemplo, a música e outros meios da área). Você acaba se viciando em inspirações, confortos em geral, e você consegue tudo. Consegue tudo o que quer, tudo que chega ao seu alcance, tudo que sempre desejou. Seu desejo vai mudando aleatoriamente – e desesperadamente – após cada sonho anterior realizado; você toca estrelas, flutua com as nuvens, pisa na Lua e simplesmente se descarrega no espaço. E, ainda, nada de achar seu lugar. Você conhece alguém, vocês riem, criam uma base juntos, passam a ter uma história... E quando essa pessoa te abraça, você não sabe diferenciar atração de amor. Ou, às vezes, a diferença insana de paixão e amor. Você quer porque quer estar com essa pessoa, e ama o que ela no momento – isso quer dizer temporariamente – te faz sentir. Um machuca o outro, e às vezes nem acontece. Mas não adianta correr; porque você ainda não achou seu lugar. Você se move, alguém sai machucado. Você sorri, alguém chora. Você respira, alguém perde o fôlego. E no final, os braços dessa pessoa não são mais o que parecia ser; eles não são seu lugar, nunca foram. Aparentaram ser, mas nunca. Jamais. E então você pula chão em chão, telhado em telhado, mas sempre vive caindo e indo na mesma ordem da sua fantasia. Seu vício, sua procura. Sua maior satisfação. Certo dia – sabe-se lá qual – você acha seu lugar. E que toda sua experiência valeu à pena. Você olha para trás e vê tudo pelo o que passou, e percebe que foi sua preparação experimental de vida, para poder chegar em seu universo reservado, onde ninguém te segura. Onde seu pior inimigo, e seu melhor amigo se tornam você. Simplesmente pelo fato de você se construir e ganhar o poder de desfazer-se. Uma palavra cuspida, um mal gosto concedido... não importa. Agora você achou seu lugar, e, tendo lástimas ou não, você sempre vai aprimorar seu espaço; lembrando que seja ele qual for, onde for, com quem for, e como for, você sempre terá uma razão para não desistir de si. Você ganha uma razão sutil e razoável para explicar ao seu coração presunçoso e inocente, o porquê teve que magoar aquelas pessoas. E muitas vezes, você mesma saiu magoada. Sarah.... Espero de coração que um dia ache seu lugar. Tente. Chore, grite, ame, sofra, corra, sorria, solte gargalhadas, divirta-se. Você tem o mundo nas mãos; basta saber usá-lo de acordo com seu espaço que te espera.
Depreciativa.
Ela não sofria. Não ria. Não chorava. Não sentia.
Quando Lynn saiu ás três da manhã de um bar na avenida que ainda não conseguia lembrar o nome, ela avistou um banco que ficava na esquina e deitou-se, bêbada, fechando os olhos e escutando os sons da noite.
Os sons da noite eram pesados, pelo ritmo constantemente turbulento da cidade, mas de forma nenhuma, feio.
Quando fico acordada à noite me pergunto se realmente tenho vivido. Será que é assim, para todo mundo? Ou será que algumas pessoas têm mais talento para viver do que outras? Ou será que há pessoas que nunca vivem? Mas simplesmente existem? Então, o medo me pega e vejo um retrato horrível de mim mesma. Eu nunca amadureci. Meu rosto e meu corpo envelheceram, mas por dentro nunca nasci.
“Ando querendo ficar sozinha por um tempo, não muito diferente do que costuma ser, só de uma maneira mais formal. Que seja esticada no banco sujo da praça ou quem sabe pendurada na janela da sala, não sei, procuro apenas por um lugar tranquilo, de preferência perto da minha realidade e longe dos meus problemas. Quero que o silêncio me invada e ao mesmo tempo cale meus gritos. Tão pouco preciso de vozes, tão pouco quero abraços […] Sozinho com meus pensamentos, organizando por data meus sentimentos e ao lado da lata de metal amassada, descartando lembranças compradas nas lojas de 1,99. Preciso limpar essa sujeira, juntar os pedaços do meu coração nem que seja para guardá-los em uma caixa pequena no fundo da gaveta velha. […]
Bom, eu não sei exatamente o que escrever. Então vou falar sobre alguém que conheci um dia desses. Gosto das histórias que você me conta, do jeito que você fala, e da forma como não sabe explicar algo específico. Gosto também de quando faço você rir, de quando faz perguntas sem coesa, de como puxamos assunto, e da forma que nunca paramos de falar. Sabe que sempre fui calado, reservado, tímido e bem preguiçoso. Aí eu conheci você, e algo dentro de mim foi "ativado", digamos. Eu passei a ser mais curioso, interessado, e mais... eu. Acabei achando uma parte de mim, que eu não sabia que existia. E esse sou eu mesmo. Sempre odiei scraps e mensagens extremamente grandes, eu admito. Eram cheias de palavras, e nenhuma dizia nada. Mas com você, isso também é diferente. Eu rio com suas histórias, seus argumentos, seus comentários, e me interesso pela forma da qual você pensa. Do modo que você raciocina as coisas, vê o mundo como um pacote de oportunidades, talvez um lugar extenso.
Você sorri como se não tivesse "amanhã", como se fosse a chave de todas as portas que me trancassem. Quem já não se sentiu limitado, como um duende preso em uma garrafa? Você eu não tenho certeza, mas isso já se passou tanto comigo, que o fardo que sempre carreguei só aliviou agora. Sinceramente? Eu nunca conheci alguém como você. É até uma complexidade e tanto, tentar entender. Mas ainda assim, possível. E quando você se vai, você simplesmente leva tudo com você. Como se estivéssemos juntos sentados em uma mesa de jantar, e logo você leva a toalha e tudo o que estivesse em cima de ambos. Sobrando assim, eu e a mesa vazia. E claro, o restante da sala.
Escrito por Arthur K.
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