segunda-feira, 12 de março de 2012


“Ando querendo ficar sozinha por um tempo, não muito diferente do que costuma ser, só de uma maneira mais formal. Que seja esticada no banco sujo da praça ou quem sabe pendurada na janela da sala, não sei, procuro apenas por um lugar tranquilo, de preferência perto da minha realidade e longe dos meus problemas. Quero que o silêncio me invada e ao mesmo tempo cale meus gritos. Tão pouco preciso de vozes, tão pouco quero abraços […] Sozinho com meus pensamentos, organizando por data meus sentimentos e ao lado da lata de metal amassada, descartando lembranças compradas nas lojas de 1,99. Preciso limpar essa sujeira, juntar os pedaços do meu coração nem que seja para guardá-los em uma caixa pequena no fundo da gaveta velha. […]

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