Bom, eu não sei exatamente o que escrever. Então vou falar sobre alguém que conheci um dia desses. Gosto das histórias que você me conta, do jeito que você fala, e da forma como não sabe explicar algo específico. Gosto também de quando faço você rir, de quando faz perguntas sem coesa, de como puxamos assunto, e da forma que nunca paramos de falar. Sabe que sempre fui calado, reservado, tímido e bem preguiçoso. Aí eu conheci você, e algo dentro de mim foi "ativado", digamos. Eu passei a ser mais curioso, interessado, e mais... eu. Acabei achando uma parte de mim, que eu não sabia que existia. E esse sou eu mesmo. Sempre odiei scraps e mensagens extremamente grandes, eu admito. Eram cheias de palavras, e nenhuma dizia nada. Mas com você, isso também é diferente. Eu rio com suas histórias, seus argumentos, seus comentários, e me interesso pela forma da qual você pensa. Do modo que você raciocina as coisas, vê o mundo como um pacote de oportunidades, talvez um lugar extenso.
Você sorri como se não tivesse "amanhã", como se fosse a chave de todas as portas que me trancassem. Quem já não se sentiu limitado, como um duende preso em uma garrafa? Você eu não tenho certeza, mas isso já se passou tanto comigo, que o fardo que sempre carreguei só aliviou agora. Sinceramente? Eu nunca conheci alguém como você. É até uma complexidade e tanto, tentar entender. Mas ainda assim, possível. E quando você se vai, você simplesmente leva tudo com você. Como se estivéssemos juntos sentados em uma mesa de jantar, e logo você leva a toalha e tudo o que estivesse em cima de ambos. Sobrando assim, eu e a mesa vazia. E claro, o restante da sala.
Escrito por Arthur K.
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