Você é aquela que pensava saber de tudo. Você observa, para e pensa, e quando perguntada acha que sabe tudo. Deixa eu só dizer-lhe que você não sabe nem a metade. Eu pensei que poderia confiar, chamar, contar-lhe tudo que contei, mas vi, hoje, e nos dias que se seguem e que se passaram que você não passa de apenas mais uma. Uma de tantas outras que eu soube que passaria e não ficaria. Pessoas como você sempre se vão. Então eu decidi escrever pra você. Sem você saber é claro, porque como já me disseram, sou covarde demais pra falar-lhe frente a frente, e devo então dizer-lhe assim, no anonimato querida. Querida? Como pode ser isso? Você ainda sim é querida pra mim; Eu só queria entender como eu pude me enganar durante quase dois anos. Eu devo pagar minhas contas e fugir. Não vou fazer como das outras vezes que sentei e conversei com você. Vi que não dava em nada. Devo agora só excluir a mim mesma das conversas, procurar um canto pra mim mesma. Só pra pensar.
Quando deixei de fazer parte das conversas? Quando deixei de ser importante? E quando, por favor diga, vocês começaram a se amar tanto? Vejo que já não faço mais parte do que um dia eu pensei que nunca sairia.
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