E a cada diz fica mais difícil manter esse segredo e renegar a vontade que meu corpo deseja. Não preciso disso. Não posso precisar. É tão tóxico quanto você. Às vezes bem mais por que o veneno eu tenho, e quanto a você, bem, deixemos as reticências dizerem…
Tão farta desse mundo. Mais farta ainda dessa vida que me persegue a cada esquina. Quero ser liberta na minha prisão mental, onde apenas o vazio e as estrelas se encontram. Os dias estão passando mais rápidos, minha sentença está prestes a chegar. Consigo sentir o que está por vir. Na verdade, eu sei exatamente o que está por vir: Decepção. Não minha, não sua… Deles. Dos que sempre quiseram o melhor para quem deseja o fim, eu. Eu já posso sentir o peso do olhar. E como tão lenta a semana seguinte decorrerá. Será culpa minha? Totalmente. Eles merecerão isso? Com certeza, não. Mas é o que minha cabeça insiste em repetir todos os dias para mim, você não é mais você… É apenas algo sem nome que nunca deixará de ser o que nunca será.
Estou aprendendo, ainda, a me relacionar melhor comigo mesma. Não é uma tarefa fácil para quem desgosta do que reflete o espelho. Sempre foi assim. Todos os anos, desde menina, em que escondia o rosto em caretas que alguns achavam coisa de criança. Sempre houve um sentido em cada ação. É por isso que hoje tenho essa aversão por mim. Não que eu queira mudar, querer todos querem, é que não se pode mudar o que nasceu pra ser; Apenas é, isso sempre será tudo, mesmo que signifique nada. Tanto que cresceu e tanto nada que não mudou. De vez em quando pego alguns retratos e observo. Nunca fui o tipo almejada, e nem serei, não quero tal coisa sobre meus ombros. Não lamento, é apenas o que tem que ser. Não se muda, apenas se aceita. Ingratidão, isso sempre resumirá minhas atitudes. Não presto, acredite, você não sabe metade do que eu sei sobre mim, e nunca saberá. Porém, enquanto isso vou trilhando. Rasgando o veneno que há em meu corpo, ignorando a face que reluz no espelho, e sorrindo como se o meu mundo sempre tivesse sido perfeito.
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