quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Entre o não e o sim.

Escolhemos viver. Escolhemos que caminho trilhar, mas para uma única coisa não temos o direito de escolha: a morte. Ela vem, leva. Não diz, quando, por quê ou até mesmo se pode devolver. Ela é obscura, aveludada e bonita. Ela tem cabelos ruivos, olhos fundos, vazios e uma boca perfeita. Eu a toquei no momento da minha morte. Ela me disse ' tudo bem ' e me devolveu a vida. Eu disse ' obrigada ' e lhe devolvi a caça. A caça ainda sangrava, do jeito que ela a queria. Cheirava a domínio e rosas. Eu sorri e disse ' adeus ' libertando assim o meu espiríto. Ela balançou a cabeça com entendimento e partiu, arrastando a caça pela trilha nevuosa. Eu dei meia volta e segui todo o meu caminho, voltando para casa, com o coração apertado de arrependimento.

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